Cantos e Toques na Umbanda

Cantos_Toques-610x259.jpg
Cantos e Toques na Umbanda
25 setembro, 2015

Por: Severino Sena

CATEGORIA MÚSICAS

12312 Comentários

O Ogã, dentro da Casa, é o segundo poder. O primeiro poder é o dirigente da Casa de Umbanda e o Ogã sempre vai tocar o que é determinado pelo dirigente. Dependendo do dirigente, os Pontos são diferentes já que os mesmos são direcionados ao Guia-chefe do mesmo. No caso daqui, por exemplo, onde temos Pai Rubens, Mãe Alzira e muitos Pais pequenos que aqui trabalham, eu, Severino, como Ogã, toco para todos eles, mas o primeiro canto sempre é direcionado ao comando da Casa e depois ao comando daquele dia específico de trabalho.
Tenho que estar afinado com o Senhor Arranca-Toco, Senhor Pena Verde e outros Guias espirituais que estão no comando. Desde o início dos trabalhos, abertura, defumação, etc, o Ogã deve direcionar o canto para a
Linha que vai trabalhar naquele dia. Existem várias formas de se trabalhar nas diferentes Casas de Umbanda. O Ogã está lá para cantar e tocar o Ponto certo para movimentar energias dentro daquele trabalho.
Em geral, forma-se um conjunto com três atabaques e seus nomes foram herdados do Culto de Nação. São três atabaques de tamanhos e sons diferentes. O maior chama-se Rum e tem o som mais grave. O médio chama-se Rumpi e o menor deles, com o som agudo chama-se Lê (que é igual a mi). O número de atabaques pode variar de Casa em Casa, mas existe uma ordem porque cada um deles possui a sua afinação; porém, o comando está no Rum. Então, podemos afirmar que o Rum é o atabaque direcionado ao comando.
Saudação aos Atabaques: Também existe uma hierarquia ao se fazer a saudação aos atabaques. Primeiro fazemos a saudação ao Rum, logo após o Rumpi e por último saúda-se o Lê.
Todo Ogã é considerado um Pai no Centro de Umbanda. Todos os cantos, todos os toques são importantes no trabalho, desde a abertura até o encerramento dos trabalhos. Para ilustrar a importância do Ogã a vocês, devo dizer que o mesmo está sempre observando tudo, do início ao encerramento dos trabalhos e isto é uma de suas funções para que tudo transcorra dentro da mais perfeita ordem, harmonia, de acordo com o dirigente da Casa. Vou citar um exemplo:
No início de um trabalho desta Casa notei um irmão que estava no meio dos médiuns presentes e me causou certo incômodo e, sem que eu dissesse nada, já na defumação, Mãe Alzira se dirigiu a ele e o retirou da Gira porque estava alcoolizado. O Ogã tem o poder de levantar ou de acabar com um trabalho.
Palmas: Podem ajudar “pra caramba” e atrapalhar “pra dedéu”. Se estiver somente cantando, as palmas ajudam. Às vezes, porém, com o atabaque, as palmas atrapalham porque muitas pessoas juntas, sem educação musical possuem ritmos diferentes e podem comprometer o trabalho do Ogã. O Ogã tem que estar ligado a tudo que acontece durante os trabalhos, por isso mesmo ele encontra-se num piso um pouco mais elevado e vai observando tudo que se passa.
Eu pessoalmente prefiro que cantem e dancem e eu mantenho o tempo musical.
O Ogã deve ter noção, desde a abertura e defumação, do tamanho do Terreiro, pois para se defumar algumas pessoas ele necessita apenas de um canto, mas para se defumar duzentas, trezentas, quatrocentas pessoas como aqui, ele deve ter mais de um canto, porém todos eles devem seguir o mesmo toque. Pode-se mudar o toque na hora que a defumação sair da linha dos médiuns para os assistentes.
O Ogã tem que estar alinhado com os Guias do dirigente e isso tem que ter endereço certo para chegar onde se deseja chegar. Todos os Pontos são direcionados em cima de acontecimentos e o Ogã movimenta energia do primeiro ao último trabalho, cantando para Senhor Arranca-Toco, Senhor Ogum Beira Mar, etc.
Existe uma grande diferença entre tocar atabaque e bater atabaque. Vemos muitas pessoas que ficam feridas e mal após “bater atabaque”. Por ignorância não observam a altura do mesmo e batem, literalmente, com as mãos nos ferros ou na madeira e se ferem. Outro ponto a observar é que pessoas muito altas têm que ficar tortas, curvas para tirarem som dos mesmos e dizem depois que o trabalho estava “pesado” quando na realidade estavam mal posicionadas. Tudo é questão de aprendizagem. Observem a distância e a altura dos atabaques em relação ao Ogã.
Todo canto e toque são importantes porque têm poder de realização. Para tocar atabaque observem:
1) Distância do atabaque
2) Altura do atabaque
3) Ogã: deve dosar as energias para chegar ao término dos trabalhos que duram por vezes mais de 3 horas.
O Ogã, normalmente, não é médium de incorporação. Porém, na Umbanda, muitos Terreiros são na Casa das pessoas e os médiuns de incorporação tocam e depois incorporam e vão dar passes.

Outro aspecto do Ogã na Umbanda deve-se ao fato de que mulheres podem tocar. Em trabalhos de Nação isso não é permitido. Por quê? São lendas e lendas e não sabemos ao certo a razão disto.
Tocamos diferentes toques para o mesmo Orixá. Na Umbanda temos, por exemplo, vários toques para Oxum. Tem música que é Ijexá e tem Congo também.
Em cima de cada toque temos uma variação imensa. Temos congo de ouro, congo nagô. O fato de se usar três atabaques dá uma variação maior ainda e os contra tempos devem ser feitos no mais agudo deles. Temos ainda toques bem determinados para mamãe Oxum na África e na Bahia, onde usam afoxé, que deve usar dois atabaques para ser bem correto. Temos na Bahia, nos “Filhos de Gandhi” o ritmo bem marcado com agogô.
O correto é que o Ogã estude porque ele é um médium também, diferente do incorporante e deve buscar informações para um melhor desempenho na sua função, mesmo porque tocar e cantar ao mesmo tempo não é fácil. Em Centros de Umbanda, além de tocar, cantar e observar tudo que se passa no Terreiro, o Ogã muitas vezes dá informações rotineiras durante os trabalhos.
Uma pergunta comum que recebo é a seguinte: – Como se descarrega um atabaque?
Resposta: – Não se descarrega um atabaque!
De acordo com o Guia chefe da Casa o atabaque pode ter firmeza nele, pode ter fitas, Ponto Riscado, etc.
No início da Umbanda não havia toda essa parte musical muito desenvolvida, mesmo porque Pai Zélio de Moraes [fundador da Umbanda] seguia uma orientação espírita, de acordo com sua formação. Nós umbandistas devemos saber o que estamos fazendo e por que as coisas acontecem. Devemos saber conversar e sustentar qualquer diálogo a respeito de nossa religião.
A religiosidade deve ser construída, pois ninguém nasce pronto. Tem que aprender, se aperfeiçoar, porque isso faz parte de nossa evolução.
Texto-Resumo de aula proferida por Severino Sena aos alunos do curso de Doutrina, Teologia e Sacerdócio do Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda, no dia 8 de junho de 2011

Para reflexão: NOVAS LINHAS DE TRABALHO NA UMBANDA

blog_003

29 de outubro de 2015

Desde que mundo é mundo espíritos se comunicam com nós, encarnados! A Umbanda é uma religião brasileira que possui seu “sistema” de contato com espíritos que se apresentam com arquétipos já pré estabelecidos pelo astral superior!

Arquétipos esses que transmitem valores e principalmente o valor de nossa cultura, de nossa terra, dento como pilares principais: CABOCLOS e PRETOS-VELHOS.

Desde 1908, quando a Umbanda nasce em Niterói, com a manifestação do Caboclo das 7 Encruzilhadas, já passaram 107 anos, e outros arquétipos já começaram a surgir como: Linha do Oriente, Baiano, Marinheiro, Boaideiro, Exu, Pomba-gira e Exu Mirim.

Entretanto, a partir do século 21, mais linhas começaram a aparecer nas extensões de nosso pais, que causam muita polêmica no meio Umbandista como: Linha dos Mendigos, Linha dos Caminhoneiros, Linha dos Gauchos. Isso sem falar de guias espirituais que dizem vir de outros planetas, dessa e de outras galáxias.

Devemos ser muito cautelosos em analisar o fundamento de cada linha! Deve existir na Umbanda um conselho ou algum órgão a nível nacional ou mundial que possa estudar esses fenômenos, estudar o nascimento de novas linhas de trabalhos.

Somos a favor de uma Umbanda plural, repleta de tempero regional, mas sempre dentro dos fundamentos mães da Umbanda.

A ideia aqui não é criticar, nem apontar, mas sim expor algo que está acontecendo em nossa religião e cabe as Federações, Templos e a nós Umbandistas, avaliarmos  e decidirmos juntos!

Enquanto isso não acontece, vamos saravando e praticando a fé e a caridade em nossos terreiros de Umbanda.

Salve Deus, Salve as Sete Linhas de Umbanda, Salve nossos guias!

PRETOS VELHOS E ORIXÁS

PRETOS VELHOS E ORIXÁS…

PRETO-VELHOS DE OGUM
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes. São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas. São especialistas em consultas encorajadoras , ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e “medrosos”. É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.
PRETO-VELHOS DE OXUM
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível. Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa.
PRETO-VELHOS DE XANGÔ
São raros de ver, contudo devemos também conhece-los.
Sua incorporação é rápida como as de Ogum. Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.
PRETO-VELHOS DE IANSÃ
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas. Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium). Mesmo assim eles também possuem uma especialidade. Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.
PRETO-VELHOS DE OXOSSI
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc… São verdadeiros químicos em seus tocos. – Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” – Oxossi.
PRETO-VELHOS DE NANÃ
São raros, assim como os filhos desse Orixá.
Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada. Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium. Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”. Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada. É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função. Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns.
PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar. Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaê, e este é o “dono das almas”, esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de “trabalhos feitos – macumba”.
PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga. Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação. Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares. Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar. Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes. Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.
PRETO-VELHOS DE OXALÁ
São bastante lentos na forma de incorporare tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos. Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização. Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade.

30 de setembro é dia de São Jerônimo – Xangô para a Umbanda

30 de setembro é dia de São Jerônimo – Xangô para a Umbanda
Hoje Ultimo Dia do MÊS de Setembro se fecha mais um Ciclo de Energia, a irradiação do mês foi sobre sua Regência Pai Xangô. Hoje e Seu dia Peço ao Senhor Meu Pai que possa sempre Estar olhando por Cada Filho desta Terra, Que a sua Luz e a Sua Força possa sempre Se Fazer presente levanto o Conforto e o Equeilibrio a quem necessita.
Salve Meu Pai Xangô no dia de Hoje Salve Nossa Queria Umbanda.302.jpg
Xangô é a Divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante a Javé, Zeus, Odin e Tupã. Pode, através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas.
A sua Lei é como a rocha: dura, justa, cega. XANGÔ é o fogo latente na pedra, e ao mesmo tempo, a própria pedra em que se buscam os seus atributos que são: rigidez, implacabilidade e estabilidade.
Isto equivale dizer que: não cede nem à flexão e nem à pressão, julga de forma severa mas sem precipitação e finalmente estabelece a ordem tranquilizadora. Portanto esta vibração nos adverte que sua presença – a JUSTIÇA – é necessária para que haja a verdadeira estabilidade e fortalecimento na alma, individual e universal.
Dono das leis e das escritas, padroeiro dos intelectuais, Xangô é o Orixá da sabedoria, que gera o poder da política, é a ele que recorremos para resolver problemas com papéis, documentos e estudos.
Devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for, aos rigores de sua lei seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos.
Então quando nos sentirmos injustiçados, devemos pedir que Xangô nos esclareça e se estivermos certos, que ele esclareça a outra parte, e se esta não ouvir, então não precisamos nem pedir pois a lei de ação e reação é automática e a justiça de Xangô se cumprirá em nossas vidas.
Xangô é o Senhor das Almas, cujo atributo é a sabedoria a fim de exercer a Justiça Divina, aferindo em sua balança todas as almas. Através da manipulação do elemento fogo, Xangô, mais do que fazer cumprir a lei cármica para todos os seres viventes, ilumina o caminho a ser seguido, bem como ajuda a libertar dos grilhões milenares dos enganos que escravizam a consciência.
É sobre esta linha de força espiritual que se agrupam todos os espíritos que coordenam a lei de causa e efeito, decorrente da lei cármica como alicerce do mundo, e se manifestam na forma de caboclos, pretos velhos, boiadeiros, entre outros.
1) XANGÔ KAÔ – É o principal e mais cultuado como dirigente desta linha. Também conhecido como Xangô Velho. Vibra na cor marrom escuro, simbolizando a pedra antiga na qual foi assentada a justiça, evidenciando a sabedoria. Ele atua na pedreira sobre a qual está assentado o campo florido que recebe as obrigações de Oxalá.
2) XANGÔ ALAFIM – ECHÊ – Esta legião trabalha nas pedras solitárias dos caminhos ou das matas que servem de assento a viajantes ou caçadores cansados, como que os convidando à meditação que leva à sabedoria na busca de soluções para os impasses da vida. Suas vibrações auxiliam oradores, intelectuais, juristas e juízes pois defendem integralmente a pureza moral. Suas oferendas são realizadas nas pedras solitárias.
3) XANGÔ ALUFAM – Esta legião trabalha nas pedras dos rios, dos mares, cachoeiras, lagos e fontes. Xangô Alufam é considerado o protetor dos pescadores e responsável pela diretriz dos desencarnados, pois possuem as chaves do céu, simbolizando a água e a pedra. Suas oferendas são realizadas em todas as pedras que estejam em contato com a água.
4) XANGÔ AGODÔ – Legião dos caboclos que trabalham nas pedras e que estão dentro dos rios, nos seixos rolados, nas pedras iniciáticas e na pedra batismal. Suas oferendas são realizadas nas pedras dos rios.
5) XANGÔ AGANJÚ – Esta legião trabalha na pedra da cachoeira, simbolizando a harmonia entre o amor e a justiça. Ou entre a esposa Oxum e o marido Xangô, ou ainda a harmonia conjugal, que abençoa a família. Suas oferendas são realizadas na pedra da cachoeira, incluindo uma vela azul escuro ou rosa para Oxum.
6) XANGÔ ABOMI – É a legião de caboclos que trabalham nas montanhas de pedra ou cadeias de montanhas interligadas, serras, etc. Sua força é muito solicitada nas horas de aflição, quando se perde algo, além de proteger o casamento. Quando se pede a proteção para o casamento, assenta-se uma vela azul claro oferecida a Yemanjá.
7) XANGO DJACUTÁ – É a legião mais conhecida como a do Deus Trovão e Senhor dos Raios, Coriscos e Meteoritos. Djacutá também significa pedra. É o comandante dos caboclos que trabalham na pedra do raio, simbolizando a justiça que vem do alto, ou seja, a justiça cósmica que vem do Deus Criador. Sua força é muito solicitada nas horas de aflição causadas por injustiças provocadas por outras pessoas, assentando-se uma vela branca oferecida ao Orixá Tempo.
Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
O significado do seu nome está na formação da palavra:
XA = Senhor, Dirigente;
ANGÔ = AG + NO = Fogo Oculto
= Raio, Alma

Portanto, XANGÔ, equivale a SENHOR DO FOGO OCULTO

Saudação: Kawó Kabiyécilé ou Caô Cabiecilê que significa “Venham ver o Rei Descer Sobre a Terra!”
Símbolo: Os machados de duplo corte, que significam a alma em busca de equilíbrio e é também o símbolo da imparcialidade; A balança que significa a justiça de Oxalá; A estrela de seis pontas, associada com a sabedoria de Sa lomão e representando o equilíbrio entre o céu e a terra, a água e o fogo, o ho mem e a mulher, ou seja, representa o equilíbrio universal.
Cores: marrom, vermelho, cinza ou ainda o roxo
Instrumento: Oxé, machado de duas lâminas; Xerém, espécie de chocalho que traz em suas mãos representando o despertar dos raios e dos trovões.
Pedra: Pedra do Sol, Agata do Fogo, Jaspe vermelha
Ervas principais: Folhas de alecrim do campo, folhas de limão, folhas de mangueira, folhas da goiabeira, folhas de uva, folhas de beterraba, babosa, guiné, levante, lírio, violeta, folhas da ameixeira.
Ponto de força: alto de uma pedreira ou cachoeira.
NOTA: A pedra de Xangô para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois seca ela morrerá, por essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n’água, acrescentando e não trocando a água.

Que a gente não se cale jamais diante desses atos de intolerância e extremismo religioso

Publicado em30/09/15 13:01 Atualizado em30/09/15 16:10

Estudante agredida por intolerância religiosa dentro de escola não quer voltar ao colégio

Agnes foi agredida por uma colega de escolaAgnes foi agredida por uma colega de escola Foto: DivulgaçãoBreno Boechat
Tamanho do texto A A A

Há um mês, a adolescente Agnes, de 14 anos, não quer voltar ao Colégio Estadual Alfredo Parodi, em Curitiba, por vergonha. No dia 31 de agosto, a jovem foi agredida por uma colega de turma, dentro da escola, por intolerância religiosa. A motivação para a agressão foi uma foto, postada no dia anterior em uma rede social, em que a menina aparece ao lado da mãe e de uma amiga, as três do Candomblé.
— A gente ia levar uma amiga no aeroporto e tirou uma foto com ela lá. A Agnes foi marcada na foto e viram no Facebook dela. No dia seguinte, na primeira aula, uma menina disse que não queria ficar perto da Agnes porque ela era da macumba. A Agnes começou a explicar o que era, mas depois falaram que iam chutá-la, porque ela é da macumba. A menina foi e chutou a Agnes, que caiu com a cabeça na parede — explica a mãe da adolescente, Dega Maria Pascoal.

Ainda segundo a mãe, desde o episódio, a adolescente não quer voltar à escola, assim como o irmão dela, de 11 anos. Dega Maria conta ainda que só soube da agressão quando foi buscar a filha no colégio e até hoje não recebeu qualquer assistência.
— Cheguei no colégio para buscar meus filhos e fiquei no portão esperando. Vi que eles não saíam do colégio e fui perguntar se tinham visto a Agnes. Me falaram: “Tia, a Agnes está machucada lá dentro”. Entrei para dentro da escola e vi a minha filha com o rosto machucado, sangrando, um galo enorme da testa. E ela me falou: “Essa menina me chamou de macumbeira. Disse que a senhora não presta, que a senhora é uma doença” — descreve a mãe, que registrou o caso na delegacia, depois de levar a filha até um hospital.
— Passaram uns dias e eu fuim em uma reunião, mostrei foto, coloquei no Facebook. Mandaram um assistente social para conversar com a Agnes e me falaram para marcar uma psicóloga. Só isso. Já tem mais de um mês e até agora ninguém fez nada. Ela está deprimida. Todo mundo viu o que aconteceu dentro do colégio. E o pior é que foi dentro. Eu tinha preocupação de que esse tipo de coisa acontecesse fora da escola, por isso que ia buscar meus filhos todo dia, mas foi dentro — relata Dega Maria.

A menina teve ferimentos em todo o rostoA menina teve ferimentos em todo o rosto Foto: Divulgação

Agnes não quer voltar à escola após a agressãoAgnes não quer voltar à escola após a agressão Foto: Divulgação
A mãe conta ainda que essa não foi a primeira vez que ela e Agnes foram vítimas de intolerância. Dega Maria lamenta que agressões desse tipo sejam frequentes, por falta de respeito à religião dos outros.
— É comum isso. Uma vez fomos a uma padaria comprar alguma coisa e fomos perseguidos, eu e meus três filhos, por um carro com rapazes de camisa de “exército de Jesus”. Dessa vez agora eu preferia que tivesse acontecido comigo, seria diferente. A Agnes está sofrendo muito, está muito magrinha, com o rosto machucado, com vergonha, sem vontade de voltar ao colégio — lamenta.

A menina foi atendida no hospital após as agressõesA menina foi atendida no hospital após as agressões

Agnes é seguidora do CandombléAgnes é seguidora do Candomblé Foto: Reprodução / Facebook
O caso de Agnes gerou revolta na internet, com grupos religiosos manifestando repúdio à intolerância religiosa. A Casa de Oxumarê, uma das mais reconhecidas instituições do Candomblé de Salvador se pronunciou, nesta terça-feira, sobre o caso. “Casos como esse devem ser rechaçados com o máximo vigor! Assim, a Casa de Oxumarê, na sua histórica e incansável luta contra a intolerância religiosa, se solidariza com o sofrimento experimentado pela menina Agnes e, sobretudo, repudia veementemente tais atos de intolerância religiosa”, diz parte da nota.
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná informou que “a direção do Colégio Estadual Alfredo Parodi, em Curitiba, tomou as medidas cabíveis em relação ao desentendimento ocorrido entre as alunas do 6º ano do ensino fundamental. Os responsáveis foram chamados para esclarecimentos e encaminhamentos. A respeito do caso isolado de preconceito religioso, as escolas recebem orientações e têm autonomia para promover as atividades de caráter pedagógico pautadas no diálogo para o enfrentamento da discriminação, do preconceito e da violência”. Segundo a secretaria, “a continuação dos estudos da aluna depende da documentação que deve ser enviada pela família, mas não houve retorno por parte desta até o momento”.

Casa de Oxumarê, da Bahia, repudiou o ato de intolerância religiosaCasa de Oxumarê, da Bahia, repudiou o ato de intolerância religiosa

Dega Maria, a mãe de Agnes, diz que agressões motivadas por intolerância religiosa são frequentes em CuritibaDega Maria, a mãe de Agnes, diz que agressões motivadas por intolerância religiosa são frequentes em Curitiba Foto: Reprodução / Facebook

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/brasil/estudante-agredida-por-intolerancia-religiosa-dentro-de-escola-nao-quer-voltar-ao-colegio-17650415.html#ixzz3nGSiHImE

Pontos de crianças – saravá Ibejada 27/09!!!

images+(13).jpg

1- PONTO DAS CRIANÇAS

Papai me manda um balão
Com todas as crianças
Que tem lá no céu
Tem doce Papai
Tem doce Papai
Tem doce lá no meu jardim

2- PONTO DAS CRIANÇAS

Voa, voa, Andorinha,
Voa, voa, bem ligeiro,
Traga Joãzinho e Cosminho,
Para brincar no terreiro. (bis)
Passando na cachoeira,
Me traga a Mariazinha,
Passando lá pela praia,
Me traga linda Rosinha.
Voa, voa Andorinha,
Voa, voa, e vai buscar,
As crianças para a Umbanda,
A festa vai começar.
Voa, voa, Andorinha,
Voa, voa, bem ligeiro,
Traga Joãzinho e Cosminho,
Para brincar no terreiro. (bis)
Tem bolo, bola e cocada,
Tem sodinha e guaraná,
Hoje é um grande dia,
Vamos todos festejar.

3- PONTO DAS CRIANÇAS

1 2 3 4 5 6 eu quero ver criança
Na cabeça de vocês

4- ROSINHA

Rosinha da praia quando chegar
Vai firmar ponto no congá
Com as bênçãos de Iemanjá
Rosinha da praia quando chega
Também gosta de brincar
Ela brinca com as conchinhas
Fazendo casinha com a areia do mar

5- PONTO DAS CRIANÇAS

Papai me mande um balão
Com todas as crianças que tem lá no céu
Tem doce papai, tem doce papai
Tem doce lá no jardim

6- ROSINHA

Rosinha da Praia
Como vem beirando o mar
Como vem beirando mar,
Mas como vem beirando o mar

7- PONTO DAS CRIANÇAS

Vai começar a brincadeira, é uma grande festa
O erê, O erê, onde está o erê? 2x
Onde está a Rosinha, está na cachoeira
Onde está o Trovão, mora na pedreira
Onde está o Folhinha, está na mata a caçar
Onde está o Pedrinho que eu não vejo chegar
O erê, O erê, onde está o erê? 2x
Onde está o Lazinho, com vovô a rezar
Onde está o Paulinho, foi conchinhas catar
Onde está a Aninha, no campo a passear
Onde está Mariazinha que eu não vejo chegar
O erê, O erê, onde está o erê? 2x
Onde estão os eres que eu não vejo chegar
Onde estão os eres venham logo brincar
Tira, tira o pé do chão

8- PONTO DAS CRIANÇAS

Cosme e Damião, Damião cadê Doum
Doum foi passear no cavalo de ogum (bis)
Dois dois sereia do mar
Dois dois meu pai Oxalá (bis)

9- PONTO DAS CRIANÇAS

Bahia é que é terra de dois
É terra de dois irmãos (bis)
Governador da Bahia
É Cosme e São Damião (bis)

10- PONTO DAS CRIANÇAS

A estrela e a lua eram duas irmãs
Cosme e Damião também são dois irmãos
Oxalá e Ogum guiam nossos passos
São os filhos de Umbanda que balançam, mas não cai

images+(14).jpg

11- PEDRINHO

Pedrinho, Pedrinho,
Mensageiro de xangô
Pedrinho, Pedrinho,
A ibeijada é paz e amor (bis)

12- PONTO DAS CRIANÇAS

Hoje tem alegria
Hoje tem alegria
Hoje tem alegria
No Terreiro de Umbanda
Hoje tem alegria

13- MARIAZINHA

Lá no céu tem três estrelas
Todas as três em carreirinha (bis)
Uma é Cosme e Damião
A outra é Mariazinha (bis)

14- PONTO DAS CRIANÇAS

Estrelinha que brilha no céu (bis)
É a estrelinha que brilha no mar
Estrelinha que brilha na umbanda (bis)
É a estrelinha de mãe Iemanjá

15- MARIANA

Mariana conta um
Mariana conta um
É um, é um, é um, é Ana
Viva Mariana
Viva Mariana
Mariana conta dois
Mariana conta dois
É dois, é um, é dois, é Ana
Viva Mariana
Viva Mariana
Mariana conta três
Mariana conta três
É três, é dois, é um, é dois, é três, é Ana
Viva Mariana
Viva Mariana…

16- PONTO DAS CRIANÇAS

A ibeijada já chegou
Vai querer, vai querer (bis)
Vai querer, vai tomar guaraná
E depois ela vai brincar

17- PONTO DAS CRIANÇAS

Pula corda esquindo lê lê
Pula corda esquindo lá lá
Quem não sabe pular corda
Não sabe sapatear (bis)

18- MARIAZINHA

Mariazinha da beira da praia
Como é que sacode a saia?
É assim, assim, assim
Assim que sacode a saia
É assim, assim, assim
Assim que sacode a saia

19- MARIAZINHA

Mariazinha nasceu na beira do rio
Na beira do rio lá no Jurema
Aonde a lua brilha clareia a campina
Clareia a mata
Pra Ibejada brincar

20- PONTO DAS CRIANÇAS

Ele é pequinininho
Mora no fundo do mar
Sua madrinha é Sereia
Seu padrinho é Beira Mar
No fundo do mar tem areia
Seu padrinho é Beira Mar
Sua madrinha é Sereia

images+(15).jpg

21- PONTO DAS CRIANÇAS

Fui no jardim colher as rosas
A vovózinha deu-me a rosa mais formosa
Cosme e Damião, ôoooh Doun
Crispim, Crispiniano
São os filhos de Ogum
Cosme e Damião, ôoooh Doun
Crispim, Crispiniano
São os filhos de Ogum

22- JUQUINHA

Juquinha da beira da praia
Como é se que abana o boné?
É assim, assim, assim
Assim que se abana o boné
É assim, assim, assim
Assim que se abana o boné

23- PONTO DAS CRIANÇAS

Catarina você tem um congá que uma beleza
O terreiro enfeitado
Muitos doces sobre a mesa

24- MARIAZINHA

No jardim do céu brincam as crianças
Quando elas vem na terra traz amor e esperança!
Venham crianças, nos ajudar!
A criança é uma flor e merece o nosso amor
Pai oxalá que as abençoe!
Sempre resta uma esperança quando chega uma criança!
Venham crianças, venham brincar!
Fecha roda Mariazinha vamos todos cantar!
Zum zum zum chupa chupeta Doum!
Mas veja que belezinha a saia da Mariazinha! (2x)

25- PONTO DAS CRIANÇAS

Os Anjos lá no céu cantavam,
Estrela Dalva clareou
Os Anjos lá no céu cantavam,
Estrela Dalva clareou
Sarava Cosme e Damião,
Neste Terreiro Oxalá lhe abençoou
Sarava Cosme e Damião,
Neste Terreiro Oxalá lhe abençoou

26- PONTO DAS CRIANÇAS

Eu quero doce, eu quero bala,
Eu quero mel pra passar na sua cara

27- PONTO DAS CRIANÇAS

Quando a lua brilha no céu, clareia Umbanda
Clareia Ibeijada que vem lá de Aruanda

28- PONTO DAS CRIANÇAS

Tem bala de côco e peteca,
Deixa Ibejada brincar
Tem bala de côco e peteca,
Deixa Ibejada brincar
Hoje é dia de festa,
Ibeijada vem sarava

29- PONTO DAS CRIANÇAS

Doum é amigo leal,
Sem Doum eu não posso ficar
Doum é amigo leal,
Sem Doum eu não posso ficar
Vadeia Cosme, não me leva no chão,
Vadeia Cosme, cadê Damião
Vadeia Cosme, não me leva no chão,
Vadeia Cosme, cadê Damião

30- PONTO DAS CRIANÇAS

Cai, cai, sereno, vai meu destino
Me leva agora,
Para brincar com os meninos
Vou pedir licença à Zamby
E ao Sagrado Coração
Vamos todos bater palmas
Pra São Cosme e Damião

images+(16).jpg

31- PONTO DAS CRIANÇAS

Titia me deu cocada,
tio me deu guaraná
Titia me deu cocada,
tio me deu guaraná
Gostei foi do caruru
Que a mamãe mandou preparar
Gostei foi do caruru
Que a mamãe mandou preparar
Mamãe me deu caruru,
eu comi caruru de mamãe

32- PONTO DAS CRIANÇAS

Vamos brincar de roda
Cosme, Damião e Doum
Eles vem montados no cavalo de Ogum
Vem trazendo rosas pra Mamãe Oxum

33- PONTO DAS CRIANÇAS

Na Bahia tem um côco,
côco que faz a cocada
Côco que faz o manjar,
para dar para Ibejada
Doum, Doum, Doum, Doum,
Cosme e Damião
Doum, Doum, Doum,
brinca sentado no chão

34- PONTO DAS CRIANÇAS

Filho de Fé estava doente,
filho de Fé estava chorando
Filho de Fé viu Ibejada,
filho de Fé já está cantando

35- PONTO DAS CRIANÇAS

Ibejada está de Ronda,
São Jorge de prontidão
Salve o povo de Aruanda,
Salve Cosme e Damião

SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

12027750_929758990451486_2305291753389824901_n.jpg?oh=efdbd8082858cd22a66e13e6407c7ade&oe=5691FFF1

SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
#santododia
26/09
Cosme e Damião eram irmãos e cristãos. Apesar da tradição, não se sabe exatamente se eles eram gêmeos. Desde muito jovens ambos manifestaram um enorme talento para a medicina. Estudaram e se diplomaram na Síria, exercendo a profissão de médico com muita competência e dignidade. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos.

Os irmãos não cobravam absolutamente nada pelos tratamentos, mas tudo faziam com caridade e dedicação. A fama de Cosme e Damião despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. O governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas.

Mandou que fossem barbaramente torturados por se negarem a aceitar os deuses pagãos. E em seguida, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os Santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

24/08 Oxumare

11953242_810907249023047_7535988405627356545_n.jpg?oh=c78f99dae7082d18f575cbd13769599b&oe=5680EB49&__gda__=1450128931_18237b17046ee6f254e318b7a555462b

DIA: Terça-feira
CORES: Amarelo e verde (ou preto) e todas as cores do arco-íris
SÍMBOLOS: Ebiri, serpente, círculo, bradjá.
ELEMENTOS: Céu e terra
DOMÍNIOS: Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes.
SAUDAÇÃO: A Run Boboi!!!

Oxumaré (Òsùmàrè) é o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento. Imaginem só o planeta Terra sem os movimentos de translação e rotação; imaginem uma estação do ano permanente, uma noite permanente, um dia permanente. É preciso que a Terra não deixe de se movimentar, que após o dia venha a noite, que as estações do não se alterem, que o vapor das águas suba aos céus e caia novamente sobre a Terra em forma de chuva. Oxumaré não pode ser esquecido, pois o fim dos ciclos é o fim do mundo.
Oxumaré mora no céu e vem à Terra visitar-nos através do arco-íris. Ele é uma grande cobra que envolve a Terra e o céu e assegura a unidade e a renovação do universo.
Filho de Nanã Buruku, Oxumaré é originário de Mahi, no antigo Daomé, onde é conhecido como Dan. Na região de Ifé é chamado de Ajé Sàlugá, aquele que proporciona a riqueza aos homens. Teria sido um dos companheiros de Odudua por ocasião de sua chegada a Ifé.
Dizem que Oxumaré seria homem e mulher, mas, na verdade, este é mais um ciclo que ele representa: o ciclo da vida, pois da junção entre masculino e feminino é que a vida se perpetua. Oxumaré é um Orixá masculino.
Oxumaré é um deus ambíguo, duplo, que pertence à água e à terra, que é macho e fêmea. Ele exprime a união de opostos, que se atraem e proporcionam a manutenção do universo e da vida. Sintetiza a duplicidade de todo o ser: mortal (no corpo) e imortal (no espírito). Oxumaré mostra a necessidade do movimento da transformação.
Omulú é o irmão mais velho de Oxumaré, mas foi abandonado por sua mãe por ter nascido com o corpo coberto de chagas. Em tempo, não se pode condenar Nanã por esse acto, já que era um costume, quase uma obrigação ritual da época, que se abandonassem as crianças nascidas com alguma deformidade. O deus do destino disse a Nanã que ela teria outro filho, belíssimo, tão bonito quanto o arco-íris, mas que jamais ficaria junto dela. Ele viveria no alto, percorreria o mundo sem parar. Nasceu Oxumaré.
Oxumaré que fica no céu
Controla a chuva que cai sobre a terra.
Chega à floresta e respira como o vento.
Pai venha até nós para que cresçamos e tenhamos longa vida.

Características dos filhos de Oxumaré
São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mudam tudo na sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.
São magras. Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar, mas ‘não enxergam’. São pessoas que se prendem a valores materiais e adoram ostentar suas riquezas; São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de ajudar alguém.
Extremamente activas e ágeis, estão sempre em movimento e acção, não podem parar.
São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objectivos e não medem sacrifícios para alcançá-los. A dualidade do orixá também se manifesta nos seus filhos, principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo a outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o vinho, assim como Oxumaré, o Grande Deus do Movimento.
Um lindo Itan sobre esse grande Orixá:
“A grande Divindade do Arco-Íris era um reconhecido Babalawo (Pai do Segredo). Diante de sua sapiência, prestava serviços somente ao Rei da cidade de Ifé, que de certa maneira o explorava de forma contumaz. Para o Rei de Ifé, o fato de Òsùmàrè ser o seu Babalawo pessoal já era o grande pagamento pelos serviços que ele lhe prestara, afinal ele era o Rei e, muitos queriam estar no lugar de Òsùmàrè, razão pela qual dava pequenas esmolas ao sábio Babalawo, que em nada ajudavam em seu sustento.
Assim, mesmo sendo o Babalawo do Rei, Òsùmàrè estava passando por grandes dificuldades e já não conseguia sustentar a sua família. Dessa forma, resolveu consultar Ifá (o oráculo sagrado) para outras pessoas e não somente para o Rei, assim ele conseguiria novamente poder oferecer uma vida melhor à sua esposa e filhos. Contudo, o Rei de Ifé não aprovou o que Òsùmàrè estava fazendo e, solicitou que fosse ao seu palácio. O Rei disse a Òsùmàrè que ele poderia estar feliz consultando Ifá para as outras pessoas, mas ele o Rei, estava insatisfeito e, por isso, não iria mais lhe “pagar” e não queria mais que ele fosse o seu Babalawo. Òsùmàrè ficou desesperado, pois ele sabia que bastava uma ordem do Rei e ninguém iria procurar pelos seus serviços.
No mesmo dia a Divindade da Riqueza e Prosperidade Olokun Seniade, ordenou que todos os Babalawos da cidade fossem até o seu reino, para saber o que deveria fazer para ter filhos. Apesar da grande experiência dos Babalawos que lá estavam, nenhum conseguiu responder à Olokun Seniade aquilo que tanto lhe tirava o sono. No entanto, alguém lhe disse que Òsùmàrè, o Babalawo pessoal do Rei de Ifé não estava presente, recomendando-lhe que procurasse a ajuda dele por desencargo de consciência.
Assim Olokun Seniade o fez, ordenou à um mensageiro que fosse buscar Òsùmàrè no palácio do Rei de Ifé. Chegando lá, o Rei afirmou que havia dispensado os serviços de Òsùmàrè, pois ele não lhe servia mais. O mensageiro de Olokun Seniade percorreu às ruas de Ifé, perguntando por Òsùmàrè, até que finalmente ele o encontrou, o levando até o palácio de Olokun.
Chegando lá, Òsùmàrè consultou Ifá e disse para Olokun que teria filhos bonitos e fortes, mas que para isso, seria necessário realizar uma determinada oferenda.
Como forma de gratidão e agradecimento, Olokun convidou Òsùmàrè para ser o Babalawo do seu palácio, que ele seria reconhecido e valorizado pelo seu grande conhecimento. Olokun presenteou Òsùmàrè com aquilo que tinha de mais precioso, as sementes do dinheiro (Owo Eyo – Búzios) e com um pano colorido.
Olokun Seniade disse à Òsùmàrè que, sempre que ele usasse aquele pano, as suas cores refletiriam no céu, nascendo dessa forma, o Arco-Íris.
Essa linda história ilustra algumas importantes lições, seja sobre nossas vidas, seja sobe as Divindades. Mostra que apesar das dificuldades que parecem insolúveis, sempre existe a possibilidade de uma reviravolta em nossas vidas. Mostra ainda a razão de o Arco-Íris representar o nosso Pai Òsùmàrè, bem como, a razão da utilização dos búzios por ele e seus filhos, um grande presente de Olokun.”
Fonte:https://www.facebook.com/casadeoxumare

I FESTIVAL DE CANTIGAS DE TERREIRO VOZES DO AXÉ

Festival Confirmado pixel

Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse aqui.
Atenção Ogãs e Povo do Santo em geral: Confirmado, o I FESTIVAL DE CANTIGAS DE TERREIRO VOZES DO AXÉ será dia 15/11/2015 NO RIVER FUTEBOL CLUBE – RUA JOÃO PINHEIRO, 426 Piedade, RJ. Preparem-se para o maior festival de Cantigas de Terreiro! Grandes premiações! Axé!