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Exus na Umbanda

Os Exus são os guardiões. São os espíritos que cuidam das fronteiras entre o umbral e o astral superior. São espíritos humanos que, errantes como nós, procuram se melhorar a cada dia, cuidando da evolução e de guardar as fronteiras do mundo espiritual.

Há centros em que os Exus prestam a caridade através de médiuns, outros não. O Exu orixá representa nossa força interior, energia sexual, energia do trabalho, das lutas interiores, das paixões e do dinheiro, também pode-se associá-la ao mundo dos mortos e ás transformações. Sem essa energia não há vida. “Exu é orixá, Exu é orixá, se tem brilho nos teus olhos é o Exu que está lá”

S. A.

Os exus na Umbanda
Comentário do Pai de Santo

A atuação ou presença do elemento exu nos nossos templos é sempre muito polêmica.

“Os exus não trabalham no desenvolvimento dos rituais de Umbanda!”

Na Umbanda os exus comparecem aos nossos templos apenas na função de guardião da porta dos templos ao lado dos guerreiros de Ogum e demais entidades superiores da Umbanda.

Sob a supervisão de nossos Guias, podem nos ajudar a desmanchar feitiços e nesses casos são aliados de grande valor. Fora dessa condição, são seres muito mistificados por espíritos inferiores altamente malignos (quiumbas, kiumbas e rabos de encruza).

Os exus não possuem autorização para atender frequentadores em templos de Umbanda, a função deles em nossos templos é outra e quando um templo utiliza exus no atendimento de seus frequentadores, esse templo dificilmente é de Umbanda, portanto, existe a necessidade de muita cautela ao frequentar templos que procedem dessa forma. Normalmente são templos de Quimbanda mascarados como de Umbanda, ou então, são templos que misturam o ritual de Umbanda com o Candomblé e para esses templos usa-se o termo “Umbandomblé”, para designar um templo que não é de Umbanda e também não é Candomblé.

A responsabilidade dessa conduta pertence ao dirigente de um templo, que permite o atendimento dos frequentadores de sua casa com exus e pomba gira. Para muitos deles os exus são considerados espíritos marginais do astral e esse raciocínio é errado.

Os exus não são o que é retratado pelas imagens vendidas no mercado, com chifres, tridentes, crânios, etc. E também não estão a disposição dos homens para ajuda-los em pedidos de baixa moralidade como é comum vermos na atualidade.

Os exus, embora não pertençam ao desenvolvimento dos rituais de Umbanda, são evocados pelo plano espiritual superior para nos ajudar a desmanchar trabalhos de baixa magia, por serem exímios conhecedores dessas práticas.
Em nossa casa os exus também são evocados por nossos Guias espirituais. Essa prática, no entanto, só ocorre raramente, a portas fechadas e sem atendimento ao público. Normalmente, o objetivo da evocação dos exus é a descarga pesada do terreiro e de nossos médiuns. Fora dessa prática, trabalhar com exus é praticamente falhar como médium de Umbanda.

Se for permitido o atendimento aos frequentadores de um templo por aqueles que dizem exus, entre eles estarão (sempre) os espíritos mistificadores conhecidos como quiumbas e rabos de encruza, que uma vez atraídos ao ambiente tentarão sempre desvirtuar trabalhos e enganar as pessoas.

Com exus não se brinca e a eles não se pedem favores banais.

Hoje, o termo exu é erradamente utilizado para designar qualquer espírito maligno,  não são os verdadeiros exus que praticam as imoralidades em templos que se dizem de Umbanda, quando na realidade não o são.

Os verdadeiros marginais do astral, conhecidos como quiumbas, kiumbas, rabos de encruza ou eguns, são tão malignos e imorais que praticam e ensinam coisas que os exus “nunca” praticam e não ensinam e são atraídos para dentro dos templos de precária moralidade, local onde são praticadas a baixa magia, as matanças de animais, a exploração e a ignorância espiritual, onde a responsabilidade dessa conduta pertence ao dirigente material (Pai ou Mãe de Santo) que permitem o atendimento das pessoas com essa linha espiritual.
A entidade que se apresenta como Caboclo Xoroquê ou Ogum Xoroquê, onde a imagem representativa da entidade mostra-o metade como um Caboclo e a outra metade como um exu. A explicação popular informa que a entidade trabalha seis meses do ano como Caboclo e os outros seis meses como exu.

Isso não é verdadeiro, a Umbanda o vê como um exu mistificador de Caboclos, seu próprio bom senso pode lhe mostrar a verdade, ou seja; não se pode servir a dois senhores.

Ogum Xoroquê tem sua origem no Candomblé, mas não em todas as nações, temos noticias que ele é cultuado na nação Ketu e em locais que praticam o que é conhecido como Candomblé de Caboclo.

“Ogum Xoroquê existe apenas em algumas nações de Candomblé e nunca na Umbanda”.

Conheci locais que dedicavam à linha de exu um aparato superior ao destinado aos Guias, Santos e Orixás. Ao entrar no templo, encontrava no altar as imagens dos santos, todas pequenas, lascadas e empoeiradas, mas no local destinado aos exus ou ainda pior, dentro do próprio templo, lá estava a imagem do exu ou da pomba gira com 1,80 m de altura e aos pés da imagem as reverencias e obrigações eram feitas.

Esses locais dedicavam aos exus um tratamento bestial. Em determinado local cheguei a constar até sacrifícios de animais aos pés das imagens e dentro do local destinado ao desenvolvimento dos trabalhos e isso, sem a menor cerimônia… E os ignorantes acreditavam estar fazendo o certo.

Existem dois tipo de quimbandeiro:

Existe o quimbandeiro ignorante e mal preparado que aprendeu tudo errado com alguém mais errado do que ele e, pratica a coisa errada julgando que está fazendo o certo ao proceder dessa forma. O resultado nesses locais é a obsessão pesada que seus frequentadores passam a sofrer, sejam consulentes, médiuns e principalmente o seu dirigente. Esses locais não são templos de Umbanda e embora coloquem o nome da Umbanda em suas portas, todo tipo de exploração e safadeza lá é desenvolvida sob a alegação de fornecer ajuda para aqueles que os procuram. Normalmente exploram financeiramente os incautos que lá comparecem, alegando demandas e feitiços sobre as pessoas. Promovem grandes festas aos exus e vestem-se ricamente com adornos que nada têm em comum com os exus ou os cultos de Umbanda.

E existe o quimbandeiro consciente do que pratica e desde que sejam pagos, desenvolvem qualquer tipo de trabalho (normalmente para o mal).
Esse é o tipo mais perigoso de quimbandeiro, que consciente e conhecedor das leis de causa e efeito do mundo astral, evoca entidades de baixíssimo nível e desenvolve a magia de forma potencialmente negativa.

Fuja deles!

Nesses locais só existem o sofrimento e a vampirização.

A palavra EXU serve para designar algumas classificações de espíritos e o sincretismo Exu com o Demônio não corresponde à verdade.

Exu
exu

A sua origem é milenar e foram conhecidos por muitos nomes com o passar dos séculos e remontam as escolas de magia do antigo Egito, dos Persas, dos Hebreus e dos Celtas. São espíritos que possuem altíssimos conhecimentos das leis de causa e efeito do mundo astral, o que em decorrência dessa lógica.

NÃO É QUALQUER UM QUE CONSEGUE SER UM DELES.

Orixá Exu
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Sua origem são os cultos de nação (Candomblé) e lá são cultuados como um Orixá menor e oExu Orixá não se aproxima das portas da Umbanda. A eles cabe em parte a defesa de um templo de Candomblé, onde são amplamente cultuados e reverenciados.
No Candomblé são também conhecidos como; Esu, Eshu, Bará, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú, de acordo com a nação que os cultua.
Em Iorubá a palavra exu significa “esfera”, a forma geometrica perfeita, já que está de frente para todos os lados.
A Umbanda não interfere e não critica os dogmas ou rituais de nenhuma religião praticada em nosso planeta.
Embora os Orixás sejam cultuados (em parte) nos cultos de Umbanda e Candomblé, existem diferenças entre o Exu Orixá e os exus da Umbanda.
Os dois cultos seguem caminhos paralelos no culto aos Orixás, mas as linhas nunca se cruzam e cada culto segue seu caminho em harmonia.

Candomblé não é Umbanda e vice-versa.

Exu Castiço
(Castiço = De boa casta, de boa origem)
castio

É o exu da Umbanda e possuem a responsabilidade da guarda e proteção de nossos templos e nossos médiuns e raramente se dedicam a falar com os homens e quando o fazem, agem sempre de forma restrita e sempre por determinação do plano espiritual superior de um templo com o objetivo de ensinar SEMPRE ALGO ÚTIL a corrente de um templo sério.
Os Exus Catiços são amplamente mistificados por outras classificações de espíritos muito inferiores, por zombeteiros e por obsessores, dai a monstruosa deturpação que ocorre atualmente em seus nomes.
O Exu Catiço não pactua com os homens em coisas erradas. Ele é o guardião dos caminhos, o protetor dos médiuns e frequentadores de um templo sério, são como soldados dos Pretos velhos e dos Caboclos.
São lutadores contra o mal e forças do mal, como se diz na Umbanda, são nossos guardiões.

Para o exu castiço valem duas regras:

Exu não é brinquedo (Com eles ninguém brinca)
Exu não gosta de vagabundos (De qualquer tipo)

Exu Quiumba
lobo

Sua origem é a Quimbanda e são normalmente mistificadores dos exus catiços.
A Quimbanda exerce a pratica da magia negativa e até pode fazer o bem se assim desejar, o que é muito raro.
A Quimbanda tem também sua origem nas senzalas e é mais antiga do que a Umbanda, era praticada pelos escravos de forma a revidar os maus tratos que recebiam do branco colonizador. A imagem acima bem o retratam, são lobos vestidos de carneiros.
O quimbandeiro normalmente mascara-se de umbandista para atrair suas vitimas, prometem a solução de qualquer problema e seus médiuns cobram caro por seus trabalhos. As obrigações arreadas para quiumbas normalmente envolvem o sacrificio de animais em ruas, matas, cemitérios, etc…

São enganadores por excelência.

Exu Kiumba

kiumba2

Sua origem é a Kiumbanda e são potencialmente malignos, violentos e mistificadores e quando incorporados em templos mistificadores adotam nomes de exus memoráveis.
A Kiumbanda se serve de espíritos de baixíssima evolução espiritual, seus cultos são restritos e raros são os seus templos.
Em seus rituais reina a baixa moralidade e a matança de animais, seus médiuns se vestem de vermelho e negro ou somente de negro e em seus altares são colocadas imagens de demônios de diversas origens.
São mistificadores por excelência e adotam os nomes dos exus catiços, quando incorporam em templos que se dizem de Umbanda (mas não são) e são eles que promovem as grandes matanças de animais em encruzilhadas, matas, estradas, cachoeiras e cemitérios.

São espiritos totalmente desajustados perante as leis.

Comentário final.

Exu é assunto sério na vida de qualquer ser humano, os quiumbas e kuimbas são potencialmente malignos e enganadores. Aqueles que os procuram com ou sem noção sobre eles, serão potencialmente perseguidos, fazendo valer o seguinte ditado:

“Exu quiumba ou kiumba dá com uma mão e toma tudo de volta com duas”!

O que isso quer dizer?

Quer dizer que qualquer um que os contrate ou com eles trabalhe, irá tornar-se um garçon, abastecendo-os com suas obrigações e sacrificios a fim de mantê-los fortes.
Com o passar do tempo, todos que com eles tiverem contato irão parar na miséria, normalmente material (a ruína financeira) onde tudo que foi conseguido através deles, se perderá!

Daí o nome “burro” que usam para designar os seus médiuns!

Quem planta, colhe!

http://www.nuss.com.br/exus-na-umbanda.html – Obrigada!

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