Jornal de Umbanda Sagrada 169.2 – Artigos

Faço nossas as palavras do Irmão Alexandre Cumino

Nosso trabalho é feito por AMOR à UMBANDA
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Acima de tudo estude, aprenda e se conscientise!
UMBANDA É LINDA E SÓ PRATICA O BEM!!!

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Alexandre Cumino

CONHECIMENTO DE CAUSA UMBANDISTA
Por Alexandre Cumino
É possível praticar Umbanda sem nenhum conhecimento, sem nenhum estudo, sem ter a mínima ideia de onde veio e para onde vai a Umbanda. No entanto, isto demonstra uma falta de interesse e de aprofundamento naquilo mesmo que afirmo querer bem.
Este perfil revela ignorância cultural e um comportamento oportunista de quem quer apenas se beneficiar do que a Umbanda pode lhe oferecer de bom, mas não quer se comprometer.
Identificar-se com a Umbanda é identificar-se com algo que existe no contexto social-urbano e não apenas uma experiência espiritual isolada. Embora muitas vezes o umbandista se sinta só, ele faz parte de uma egrégora e trabalha com espíritos que estão ligados uns aos outros como as contas de um colar, dentro de uma hierarquia de incontáveis espíritos que trabalham juntos e se ligam ao todo da Umbanda e da Criação.
Os guias de Umbanda nunca estão sozinhos, eles se manifestam em muitos lugares interligados como portas que se abrem para uma mesma e única realidade: a Umbanda no Astral. As manifestações de espíritos que assumem arquétipos pertinentes à Umbanda costumam ter uma mesma forma peculiar de trabalhar quando incorporados em seus médiuns.
Esta forma de trabalhar com a espiritualidade tem contexto histórico e é possível identificar quem, primeiro, realizou um trabalho com todo este conjunto de fatores fundamentais aos quais identificamos a Umbanda. Entre os fatores ou elementos que formam este contexto, podemos citar: Templo (mesmo que seja dentro de um quarto ou quintal), Altar (mesmo que seja apenas uma vela), roupa branca (na maioria das vezes, com exceções claro), defumação (mesmo que seja um incenso), magia (do uso das velas, patuás, banhos e pontos riscados), cantos (chamados pontos cantados e pronunciados em português), atendimento caritativo (os espíritos que se manifestam recebem as pessoas que lhes procuram para ouvi-las, aconselhar e fazer limpeza espiritual por meio de passes, benzimentos e outros) e a presença marcante das entidades caboclo, preto-velho e criança, no mínimo, entre outros que podem se manifestar como exu, pomba-gira, baiano, boiadeiro e marinheiro. Este trabalho, da forma como o conhecemos, tem uma origem histórica por meio de seu primeiro praticante, desta liturgia, o médium Zélio Fernandino de Moraes.
O primeiro praticante é sempre o fundador de algo, independente dele se declarar como tal, ou não. Zélio nunca chamou a si nenhum título, mas sempre deixou muito clara sua história com o Caboclo das Sete Encruzilhadas. E o Caboclo das Sete Encruzilhadas, carinhosamente chamado de “O Chefe”, sempre afirmava com todas as letras, por meio da boca de seu médium, que veio trazer a Umbanda com este médium que teve sua primeira manifestação no dia 15 de Novembro de 1908, em meio a uma sessão Espírita. E conta, com detalhes, a história que todo aquele que se identifica com a Umbanda já deve conhecer.
Sim, este é, nas palavras de Pai Ronaldo Linares, o Pai da Umbanda!
E você é Umbandista ou, no mínimo, conhece a História desta linda e encantadora Religião?

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – 169. Todas as edições deste Jornal podem ser vistas em PDF no site www.colegiopenabranaca.com.br

A FORMAÇÃO TEOLÓGICA DO SACERDOTE DE UMBANDA SAGRADA
POR RUBENS SARACENI
Todo sacerdote precisa receber uma preparação muito boa para que possa exercer com sabedoria todas as múltiplas funções que este cargo religioso exige.
É certo que todas as religiões, em seus inícios, não têm toda uma teologia à disposição daqueles que aderem a elas e assumem posições de destaque, comando ou liderança sacerdotal.
Com a religião de Umbanda não seria diferente, pois além de nova, ainda está na sua fase de implantação. Fase esta que ainda é experimental, mas que permitirá que uma linha de pensamento se delineie naturalmente e torne-se predominantemente em sua doutrina religiosa.
Mas esse experimentalismo não desobriga o sacerdote umbandista de uma boa formação, com a qual poderá exercer suas funções e discutir sua religião com sabedoria e com conhecimentos fundamentais acerca do seu universo religioso.
Nós sabemos que a Umbanda é uma religião na qual a voz de comando e a última palavra é dada pelos mentores espirituais e pelos guias-chefes dos médiuns. Fato este que tem sido de grande valia para a manutenção dos seus templos e para que as sessões ocorram de forma ordenada.
Mas, e por isto mesmo, é imperioso que todo sacerdote Umbandista desenvolva uma consciência voltada para aprendizado permanente. Fato este que beneficiará a religião como um todo, pois permitirá um aprimoramento ritualístico e uma renovação dos conceitos subtraídos de fontes religiosas não Umbandistas, mas incorporadas para suprir as lacunas conceituais, filosóficas e teológicas ainda existentes. Com algumas até gritantes porque o descaso com a formação teológica dos seus sacerdotes tem vulnerabilizado até práticas comezinhas, tais como: batismo, matrimônio e funerais, durante os quais uma boa parte dos Umbandistas ainda recorrem a sacerdotes de outras religiões.
Nós sabemos que toda religião, em seu início, ainda é difusa e padece de ritos unânimes entre seus adeptos. Fato este que faz com que em certos casos ou situações seus seguidores recorram aos sacerdotes de suas antigas religiões ou com alguma outra a qual tenha identificação e tenha parentes ou amigos dentro dela.
Por isso é imperioso empenhar todos os esforços necessários para, num curto tempo, suprirmos as lacunas ainda existentes dentro da nossa religião.
Conceitos filosóficos, teológicos e doutrinários mais profundos, só surgirão com o amadurecimento da própria religião. Mas isto não significa que devemos ficar de braços cruzados e a espera de que alguém venha com tudo pronto porque isto não acontecerá.
Sim. Só quando todos os Umbandistas desenvolverem uma consciência religiosa verdadeiramente de Umbanda e totalmente calcada em conceitos próprios é que um pensamento filosófico, teológico e doutrinário muito bem delineado surgirá nesta maravilhosa religião.
Devemos incorporar conceitos cujos valores sejam universais e estejam presentes na vida e no dia a dia dos Umbandistas. Assim como, devemos refutar conceitos parcialistas ou dogmáticos que tolham o aperfeiçoamento de nossas práticas e sobrecarreguem a vida e o dia a dia dos Umbandistas, afastando-os dos templos ou impedindo-os de manifestarem livremente suas religiosidades e suas preferências conceituais.

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – 169. Todas as edições deste Jornal podem ser vistas em PDF no site www.colegiopenabranaca.com.br

MÉDIUM: MANIFESTADOR DOS PODERES DIVINOS DO CRIADOR!
Mensagem do Exu Zé Pelintra das Almas
Por Felipe Lopes
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Salve as vossas forças! Hoje venho por meio deste “cavalo” canalizar esta mensagem sobre um assunto um pouco preocupante para nós guias de lei manifestadores dos Poderes Divinos do Nosso Criador. A mediunidade, tanto consciente como inconsciente ou semiconsciente, tem os seus valores e os seus princípios e em nenhum dos casos nós trabalhos mais ou menos. O que diferencia é que a irradiação mental entre nós e os médiuns ora se torna mais presente e ora mais sutil, estou colocando desta forma para que todos entendam o que quero dizer!
Mas o que nos preocupa não é isto e, sim, falsos médiuns, que mistificam, fingem estarem incorporados com os seus guias e tomam a frente deles para poderem colocar a sua opinião a frente da mensagem do guia, ou até mesmo para poderem estar a par do diálogo do consulente com o tal “guia”. Para depois, lá na frente, em uma oportunidade, despejar o que é inteiramente restrito ao consulente e ao guia saberem e usar desse diálogo para ofender, coagir e manipular as pessoas a fazerem as suas vontades!
Filhos, a mediunidade de incorporação nada mais é que o privilégio de poder ser um canal entre o mundo material e o espiritual, o privilégio de poder, por intermédio dos Guias e Orixás, manifestar o Poder Divino da Criação em auxílio do seu irmão necessitado!
A todos que têm a missão de auxiliar o próximo por intermédio da consulta, ou ativação de magias positivas para auxílio do próximo, vamos usar dessa ferramenta com bom-senso e discernimento, saibam vocês que por trazerem em si a essência dos Poderes do Criador devemos ver isso com um pouco mais de responsabilidade e respeito.
O que vemos em algumas pessoas é que elas estão se perdendo em seus sentimentos de ego, vaidade, prepotência, orgulho e soberbia, e dando vazão para que seres negativos se apossem do seu mental e façam com vocês o que bem entenderem, manipulando-os como fantoches no meio material.
Entre nós, Guias de Umbanda e Guardiões à esquerda dos seus pontos de forças na natureza e à esquerda dos médiuns, existe o respeito e a hierarquia, a palavra, a troca de favores, e nós não erguemos a nossa mão contra nossos compadres e comadres para satisfazer a vontade de um ser encarnado, pois todos nós atuamos nos ditames da Lei Maior e da Justiça Divina, cada um no seu campo de atuação! Somos, em nós mesmos, manifestadores indiretos e diretos dos Poderes Sagrados do Criador, manifestados através dos Orixás, e sabemos o preço a ser pago caso voltemos os nossos poderes contra um guia de Lei por simples capricho de um ser.
“Caso um de vocês esteja sendo demandado, peça a suas forças que façam somente aquilo que o ritual de Umbanda permite pedindo Justiça”.
As pessoas só demandam umas contra as outras quando se sentem ameaçadas de alguma forma! Então pensem: aquela pessoa que lembra sempre de você, mas de forma negativa, está se sentindo ameaçada ou coagida por você, seja por você estar abrindo seu centro, ajudando as pessoas sem cobrar nada em troca, ou por estar realizando um bom trabalho dentro da religião. Quem procede de forma contrária a isso se sente ameaçado, sim, e por isso quer “parar” a Luz e o caminho de quem faz o bem.
Então compadres e formosuras, vamos deixar aflorar os Poderes da Criação em si de forma positiva, para só assim entendermos e sentirmos na nossa vida o quão Deus é misericordioso e divino com Todos.

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – 169. Todas as edições deste Jornal podem ser vistas em PDF no site www.colegiopenabranaca.com.br

A fábula do Rato
Um Rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
– Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!!
A Galinha disse:
– Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
Então o rato foi até o Porco e disse:
– Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
– Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à Vaca. E ela lhe disse:
– O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal (a Galinha).
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral da Estória: “Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos”.

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – 169. Todas as edições deste Jornal podem ser vistas em PDF no site www.colegiopenabranaca.com.br

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