CARTA MAGNA DE UMBANDA VOCÊ AINDA PODE CONTRIBUIR EM SUA ELABORAÇÃO!

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http://www.congressonacionaldeumbanda.com.br/site/

Congresso Nacional de Umbanda
Deliberação para organização e formatação de documento oficial para a Religião de Umbanda
Denominado de “Carta Magna de Umbanda”
O Congresso Nacional de Umbanda foi criado para o debate sobre assuntos de alta relevância para a religião. Porém é hora de realizarmos um trabalho voltado à normatizações, o que não quer dizer codificação da Umbanda; entretanto, temos que ter um posicionamento único em relação a própria religião e seus posicionamentos sobre as diversas questões sociais, legais, culturais e humanas levantadas dentro de nossa sociedade. É necessário que haja o comprometimento de todos para realizarmos uma plataforma de compreensão dentro do conceito religioso. Para isto segue abaixo a proposta inicial que está sendo discutida e melhorada através de todos os que se mostraram dispostos a participar, estando todos para isso convidados. O Congresso Nacional de Umbanda, que teve seu início em 2013 será realizado no decorrer do ano de 2014 e 2015, proposto pelo MPU, segue respeitando todas as vertentes e linhas de estudo, sendo assim, não segrega ou discrimina nenhum tipo de opinião que não seja para enaltecer o meio.
Não será colocado em pauta nenhum assunto de cunho litúrgico ou que faça parte de qualquer ritual, entende-se assim que existe dentro da religião colocações que servem a todos, estas devem ser enaltecidas por todos como fonte básica onde parte a própria religião. Propõe-se uma “Carta Magna de Umbanda” e através desta, todos poderão assinar dando a Umbanda uma referência única. Esta referência respeita os ditames da sublime forma de interpretação da base religiosa, tendo por objetivo final ser um documento Nacional e Internacional da religião, onde através dele podemos nos diferenciar de trabalhos que não condizem com a realidade da Umbanda.
Sabemos que muitos que não comungam de nossa fé acabam por interpretá-la de maneira errônea, dando conotações equivocadas que influenciam a opinião pública e a mídia. A partir do momento que realizarmos este trabalho, estaremos protegendo nossos conceitos básicos, dando força a todas as casas que professam a fé religiosa de Umbanda. Através desta Carta Magna de Umbanda podemos cobrar de órgãos governamentais e não governamentais, que respeitem os direitos existentes na Constituição Brasileira colocando este documento como referência de interpretação de nossa religião para se fazer cumprir a lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997 contra a Intolerância Religiosa.
O trabalho inicial foi apresentado em reunião dia 14 de Abril na Rua Brigadeiro Jordão, 297 Ipiranga no ano de 2013 com participação de várias lideranças. Cada órgão federativo, representado pelos seus diretores, sacerdotes e lideranças se empenharam ajudando à trazer propostas para o Congresso Nacional de Umbanda, a direção foi do MPU, todos unidos com responsabilidade pela Umbanda.
O Congresso tem por finalidade agregar todas as vertentes, escolas, federações, templos, escritores, pensadores, imprensa, filósofos, doutores que estão inseridos na religião de Umbanda com a finalidade de atingir a opinião pública sobre o que é Umbanda, sua cultura social, política e religiosa. Temos a responsabilidade de fundamentar um pensamento único em relação a vários pontos específicos. Estes pontos são aspectos claros existentes em qualquer vertente da Religião de Umbanda e passam a ser uma forma de normatizar a base da religião. A normatização nada mais é do que uma forma de trazer a unidade, coerente e inteligente para difundirmos a nossa religião respeitando a liturgia e os estudos aplicados em cada vertente.
O lançamento oficial do Congresso Nacional de Umbanda foi na Câmara dos Vereadores de São Paulo dia 17 de Agosto de 2013 posteriormente em Cuiabá no Mato Grosso do Sul, na câmara dos vereadores de Fortaleza Ceará, no Rio de Janeiro no Primado de Umbanda, em Curitiba Paraná pela Federação Paranaense de Umbanda, em Minas Gerais com órgãos federativos regionais. Ainda com participações de muitos templos de outros estados do Brasil e exterior.
Por necessidade de termos um órgão de âmbito nacional e internacional como regulador da CARTA MAGNA DA UMBANDA, o SOI – Superior Órgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afros sediado em Lages- SC, passa a cumprir esse papel, estando a frente deste trabalho. Aos Órgãos regionais pedimos a participação e apoio necessários para a constituição e oficialização deste documento.

CARTA MAGNA DA UMBANDA

Atualizada dia 02/06/2014 com apoio dos mais de 4 mil templos espalhados pelo Brasil, Federações, conselhos jurídicos e Antropólogos. Contribuição especial do conselho sacerdotal do

SOI – Superior Órgão de Umbanda Internacional
A Umbanda é uma religião que crê na existência de um Deus único, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as Suas perfeições.

Cremos na existência dos Sagrados Orixás, responsáveis diretos por toda a criação do universo e sustento do Planeta Terra. Não são deuses, mas sim denominações humanas para uma classe de Poderes Reinantes do Divino Criador.

Cremos na existência e comunicação mediúnica, através de medianeiros preparados para tal tarefa, em trabalhos caritativos em atendimentos fraternos dos Guias Espirituais, os Espíritos Tutelares, também conhecidos como Espíritos Santos de Deus ou Santas Almas Benditas.

Dando por verdade que a Umbanda teve contribuições positivas das religiões e/ou filosofias Espírita, Indígenas, Africanas e do Catolicismo popular, aceitando tudo o que é bom e rejeitando tudo o que não coaduna com as necessidades espirituais religiosas do conceito Umbandista. Entendendo que a Umbanda não se submete a nenhum dogma relacionado às religiões ou filosofias citadas, sendo livre de interferências.

Cremos em Jesus (Oxalá), incondicionalmente, sendo Ele o pilar central da Umbanda, pautando o aspecto doutrinário embasado nos Evangelhos (segundo Marcos, segundo Mateus, segundo João e segundo Lucas) e nos ensinamentos dos Espíritos Crísticos, os Mestres do Amor como via evolutiva para se chegar a uma espiritualidade superior.

Possui sacramentos e ritos próprios de batismo, casamento e fúnebre.

A Umbanda é uma religião de “Culto a Caridade”. Dá ênfase a simplicidade dos rituais, que permite a dedicação integral do tempo das sessões em atendimento fraterno aos que a ela recorrem. Nos atendimentos fraternos está o assistencialismo da Umbanda sempre de forma caritativa.

Cremos na existência de sítios vibratórios da Natureza (praias, matas, cachoeiras, pedreiras, montanhas, campos, lagoas, fontes, jardins, etc.), por onde os Sagrados Orixás manifestam-se energeticamente com mais intensidade emanando magnetismos necessários à nossa sobrevivência, e aonde vamos constantemente promovendo concentrações para refazimento energético, harmonizações e captação de energias sublimes, nos reequilibrando com as forças da Mãe Natureza. A Umbanda reverencia a Mãe Natureza, por ser nela que se encontram a mais pura manifestação Divina, e onde também iremos buscar e nos harmonizar com as forças ali reinantes, sustentadoras de toda a forma de vida planetária. Atraindo ainda forças do universo para complementar tais vibrações já existentes em nosso planeta, unindo assim poderosas forças divinizadas existentes nos planos espirituais.

Os principais ritos da Umbanda são realizados através de orações, pontos cantados, que podem ser ritmados através de instrumentos musicais. Realizando descarregos, com o uso de ervas em defumações, em banhos, em amacis, e no uso ritualístico do tabaco. Tendo ainda nos elementos minerais, formas condessadas de energias que são aproveitadas nestes ritos, tais como: pedras, cristais, metais, incluindo a energia essencial dos quatro elementos básicos da natureza.

A Umbanda atua na elevação e educação religiosa e evolução dos espíritos praticando trabalhos que visam este progresso do ser humano, direcionando a reforma intima através dos postulados de Jesus que são ensinados pelos guias espirituais que se manifestam nos templos de Umbanda.

Entende-se que a religião de Umbanda, é genuinamente brasileira, com duas características em sua origem:
Primeira:
É Milenar porque seus fundamentos são os mesmos que presidiam o reencontro com Deus desde o início da raça humana em nosso planeta.

Cósmica porque seus fundamentos culminaram com a união preconizada pelo Movimento Umbandista dos quatro pilares do conhecimento humano, que são: Filosofia, Ciência, Religião e Arte.

Evolutiva em suas manifestações, porque a Umbanda se manifesta em seu dia a dia, utilizando todos os recursos positivos existentes no ontem, no hoje e com certeza usará os que vierem no amanhã.

Crística porque os seus aspectos, princípios, postulados e finalidades estão calcados nos ensinamentos dos Mestres da Luz, principalmente no Mestre Jesus, sendo a manifestação e a vivência do Evangelho Redentor, aceitando tudo o que é bom e rejeitando tudo o que não eleva e encaminha ao crescimento e desenvolvimento do ser humano.

Brasileira em suas origens. Como prática religiosa, surgiu e se desenvolve no Brasil.

Segunda:

Que foi instituída pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas através da mediunidade de Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, em Neves/Niterói, anunciando pela primeira vez o termo “Umbanda”, como designativo de religião. Na mesma noite, revelou-se um Guia Espiritual, apresentando-se como Pai Antonio; era a presença de um Preto-Velho, a sacralização de um representante “africano” na Umbanda.

Umbanda é o sinônimo de prática religiosa e caritativa, não tendo cobrança abusiva como uma de suas práticas usuais; não se permite retribuição financeira pelos atendimentos fraternos ou pelos passes realizados. Damos de graça o que de graça recebemos. Mas, é lícito o chamamento dos médiuns e das pessoas que frequentam os Terreiros no sentido de contribuírem para a manutenção do mesmo ou para a realização de eventos de cunho religioso e assistencial aos mais necessitados. Vivemos para a Umbanda, porém precisamos criar mecanismos, como qualquer religião, de proporcionar o crescimento de nossos templos. Outrossim, visando a manutenção, conforto e bem estar dos seus frequentadores, a critério de cada templo, é facultado a cobrança de contribuições, e, bem como para trabalhos especiais. Por ética, baseando-se na ação caritativa, a umbanda não aceita cobranças indevidas destas contribuições que devem ser espontâneas e de bom senso.

A Umbanda não pratica o sacrifício de animais para assentamentos espirituais/vibracionais, quer para homenagear Orixás, Guias Espirituais, Exus e Pombas-Gira, quer para fortificar mediunidades, ou mesmo em processos ofertatórios ou demandatórios para obtenção de favores de qualquer ordem, pois recorre às orações, Descarregos (desobsessões), ou se preciso, oferendas votivas de flores, bebidas, frutos, sucos, chás, alimentos, incensos, velas, ou seja, produtos naturais e de elevada vibração em manipulações espirituais/vibracionais, isentas de materiais de energia vibratória densa uma vez que um dos objetivos da Umbanda é elevar e sublimar o Espírito dos seus iniciados e assistidos, levando-os a compreender e interiorizar a Verdade de que o Espírito é superior à Matéria. A reforma íntima, fé, amor, orações são os principais fundamentos religiosos da Umbanda e suas práticas ofertórias são isentas de materiais de densa frequência vibratória. A Oferenda votiva, além de operação espiritual/vibracional, é também uma reverência espontânea aos Sagrados Orixás e é recomendada a sua prática aos seus fiéis.

A Umbanda reconhece as derivações oriundas de seu cruzamento com outras religiões, ocasionadas pela diversidade religiosa no Brasil. Várias vertentes da Umbanda foram se formando e consolidando com o passar dos anos, agregando a elas mesmas práticas oriundas de outras religiões, sendo entretanto todas galhos de uma mesma árvore, e desse modo, a Umbanda se posiciona totalmente contra qualquer forma de discriminação à elas, em conformidade com a lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997.

A UMBANDA É :

DOAÇÃO, CARIDADE, COMPROMISSO, PROSPERIDADE E HUMILDADE

Doação– A Umbanda tem no voluntariado a forma de crescimento natural da religião, onde a participação se faz fundamental. É através da doação que o medianeiro aprende a valorizar seu templo e socializa-se com seus irmãos.

Caridade– A ação caritativa é uma das formas da elevação do espírito. Fora da caridade não existe a compreensão da missão evolutiva do religioso de Umbanda. A caridade é a expressão máxima do aprendizado religioso em sua plenitude pelo médium de Umbanda.

Compromisso– A Umbanda tem no médium compromissado com o bem, com a verdade, com a lealdade, com a caridade, com a entrega pessoal, com o respeito, a essência do verdadeiro religioso como forma de evolução.

Prosperidade– Dizem os Espíritos: “Conquistarás tudo com o suor do teu rosto”. Ainda nos alertam: “Não venham pedir a espiritualidade, àquilo que é da sua competência”. A prosperidade se dá pela honestidade, esforço, conhecimento e trabalho individual, onde amparado por sua fé e merecimento, conquistará seus objetivos.

Humildade – O religioso de umbanda tem como base espiritual sua humildade entendendo que ele, médium, não é melhor que ninguém, mas sim tem uma responsabilidade maior e um compromisso como instrumento da espiritualidade em transmitir as mensagens de Luz passadas pelos planos elevados. Na Umbanda existe uma hierarquia espiritual que orienta os trabalhos, com Dirigentes Espirituais, Médiuns e Auxiliares, porém, todos sabemos que no plano material somos em todos os momentos aprendizes e professores, e todos nós estamos em constante aprendizado, não sendo ninguém melhor do que o outro, apenas com funções e responsabilidades diferentes. Entendemos que quem deve ser vangloriado é Deus e a espiritualidade de Luz, nunca o medianeiro!

PRECONCEITO ÉTNICO

A Umbanda é uma religião brasileira e assim como seu povo que é miscigenado, existindo a representação de várias etnias. A Umbanda é o exemplo inter-étnico e responde por ela mesma, pois tem em sua base o negro, o indígena e o europeu. Mostra-se como exemplo de cultura e educação, coibindo qualquer forma preconceituosa. O racismo é, antes de tudo, uma demonstração de atraso espiritual e desconhecimento das leis divinas. Aquele que diminui ou persegue o irmão pela cor da pele ou por qualquer outra característica étnica, viola o grande mandamento, síntese de toda a lei e dos profetas, “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO

Na Umbanda todo ser humano é visto como irmão (a) espiritual, sendo aceita qualquer orientação sexual e identidade de gênero. Assim a religião entende e acolhe espíritos e não o gênero ou a sexualidade. Discriminação e preconceito não são ensinados pelos nossos guias, entendendo que a Umbanda acolhe a todos. Encarnamos com propósitos e meios para alcançá-los, sendo fundamental respeitarmos a condição de cada indivíduo. Homossexualidade e transexualidade é somente questão de foro pessoal.

CASAMENTO

Para a Umbanda, tão bela quanto à sabedoria de Deus transmitida pelos Guias Espirituais e nossa missão para com Eles, conosco e com o próximo, é o sacramento do casamento. Os encontros espirituais de dois seres carnais contribuem para os alicerces da sociedade, assim como para todas as religiões existentes. O casamento deve se dar por amor e livre arbítrio, onde este casal é orientado e acolhido também espiritualmente. Para a Umbanda é irrelevante o fato da homossexualidade, da transexualidade ou uma das partes não ser propriamente umbandista. Reservamos a todos direitos iguais de matrimônio sejam heterossexuais, homossexuais, transexuais e casais onde um dos cônjuges é de uma orientação religiosa diferente. Unimos espíritos em sua base carnal passageira, sem impor contra quaisquer condições financeiras e étnicas. Compreendemos que o casamento religioso é a base espiritual para uma família, e tanto o corpo mediúnico quanto a assistência têm o direito a este sacramento.

ADOÇÃO

Nosso posicionamento não é apenas favorável, mas também incentivador à adoção. O acolhimento físico, moral e espiritual daquele a ser adotado, sempre levando em consideração as condições dos pais em dar-lhes respeito, carinho, amor e proteção, para o resgate desta criança/adolescente e sua inserção nos princípios de cidadania, tornando-o um ser humano consciente de suas responsabilidades e voltado para a prática do bem. Nosso respaldo é que este ser humano (assim como aqueles que serão seus pais) precisa de compreensão de sua condição humana e espiritual. Acreditamos no mesmo direito por parte de pais e mães homossexuais e transexuais, pois a amplitude deste ato não se reserva a condição sexual ou gênero, e sim em resgate cármico e condições tanto materiais quanto emocionais para a educação desta criança/adolescente. Preservamos a vida e o respeito, em todas suas formas de atos e manifestações.

DIVÓRCIO

Enquanto conselheiros espirituais, não incentivamos o divórcio, porém não compactuamos com o relacionamento baseado em aparência física feliz e espírito abalado pelo ódio, sofrimento, falta de amor, que por muitas vezes pode causar riscos a integridade física, moral e espiritual a um dos cônjuges ou ao casal e por consequência traumatizar familiares, filhos e amigos. Bem se sabe que o próprio Jesus nunca celebrou um casamento ou impôs regras para tal sacramento. Isso se dava por afinidade mútua das pessoas, baseados em lealdade, respeito e amor. O casamento indissolúvel foi criação posterior, por outros preceitos religiosos. Dentro da Umbanda acreditamos que o carma deste casal pode ser breve ou durar uma vida inteira, de acordo com o que sua própria missão espiritual determina, e não somos nós que iremos impor uma convivência de infelicidade ou violência. O casamento em âmbito espiritual deve ser por livre escolha, preservando a integridade do ser humano, e jamais o rotulando proibido para, em sua jornada, encontrar aquele (a) que possa ser seu (sua) companheiro (a) até o desencarne ou após. Assim como possuímos em nossa caminhada um carma a ser executado, assim também será no matrimônio, assegurando o direito àqueles que já se divorciaram, de novamente realizar este sacramento na religião de Umbanda.

CRIANÇAS NA UMBANDA

Assim como as sessões umbandistas recebem as falanges dos Erês (Ibejada) e reconhecem a sua inocência como importante missão de transmitir a médiuns e assistidos a alegria pura da vida na vibração desta poderosa força infantil, assim reconhecemos as crianças levadas às sessões, como importante processo de sua própria formação espiritual, garantindo a elas o direito do conhecimento dentro da Umbanda da palavra de Nosso Pai Oxalá da Umbanda, Jesus Cristo, com sua magnitude em Deus e Orixás, para o atendimento mediúnico para batizado, passes e desenvolvimento, e o respaldo moral, físico e espiritual contra todas as formas de violência. Incentivamos a criança para que ela reconheça desde cedo sua importância, seu valor e seu caráter, concedendo a ela o direito de livre escolha pela sua pureza, mas trabalhando dentro de nossas crenças para que tenha amparo sempre. As crianças possuem uma capacidade muito maior de absorver e compreender informações, e assim como todas as crenças, reservamos a elas, nosso futuro. Por isso é dito: Ninguém nasce odiando, isso é repassado durante a formação da personalidade. Devemos ensinar a amar. Este é nosso objetivo com nossas crianças.

PRESERVATIVO E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Acreditamos na espiritualidade e respeitamos a vida. Partindo deste princípio apoiamos o uso do preservativo, como meio de proteção contra DSTs – Doenças Sexualmente Transmissíveis – e prevenção de uma gravidez indesejada, pois a gravidez, a geração de um filho deve ocorrer quando estamos preparados para ela dada a nossa responsabilidade com o ser que virá. Quanto se trata de reprodução, entramos na escolha do ser humano de ter filhos, ou seja, seu livre arbítrio e suas condições emocionais, financeiras e mesmo de saúde. Defendemos que cada qual deve saber e escolher o momento de gerar um novo ser, e com ele seu espírito acoplado de seu carma, que necessitará de compreensão, educação e discernimento, ao longo de sua vida. Lembramos que com este lindo momento vem necessidades básicas de alimentação, saúde e condições financeiras para criar o bebê. Salientamos a importância do uso de métodos contraceptivos para prevenção, um modo de proteger a vida, não da vida. O uso do contraceptivo é aceito pela religião da Umbanda respeitando o livre arbítrio de escolha, sendo fundamental para o poder de escolha da mãe que irá gerar a criança, o controle de natalidade e o planejamento familiar.

DROGAS

Todos que recorrem aos Terreiros de Umbanda encontrarão o lado assistencialista. O dependente químico deve ser tratado sem aspectos preconceituosos, tendo total assistência por parte da religião de Umbanda.

A Umbanda respeita a vontade do individuo em buscar e aceitar o tratamento espiritual.

Deve ser observado e respeitado nos tratamentos o lado psicológico, o comprometimento químico e atenção espiritual para o dependente e sua família.

EUTANÁSIA / DISTANÁSIA/ ORTOTANÁSIA / SUICÍDIO / HOMICÍDIO/ ASSASSINATO

A Umbanda, por valorizar a vida, nos aspectos terreno e espiritual, entende que a passagem deve ser natural, respeitando a Lei do carma e aprendizados importantes ao Espírito.

Só o Criador através de Sua Onisciência, Onipresença e Onipotência sabe o momento do desenlace carnal daquele indivíduo.

Mesmo no caso em que a morte é inevitável e em que a vida não é abreviada senão por alguns instantes, a eutanásia é sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Divino Criador.

Práticas que atentam contra a vida, seja de que forma for, humana ou animal, não são aceitos pela Umbanda.

Homicídio cometido por um agente público ou profissional (segurança ou policial) no exercício de sua profissão, não possuem ônus espirituais sob tais fatos, onde o Estado passa a ser responsável. Neste caso podemos muitas vezes entender que o profissional é apenas um agente da espiritualidade executando as leis do Karma.

Distanásia do ponto de vista clínico e espiritual, não fere o conceito religioso de umbanda pelo fato de tentar prolongar a vida do ser.

Ortotanásia não fere os conceitos religiosos e espirituais, pois é a morte natural do ser sem a utilização de meios artificiais ou qualquer interferência humana.

ABORTO

A Umbanda é contra a prática do aborto.

Na Umbanda,entende-se que a partir da concepção já existe vida, um Espírito que anseia por sua evolução.

As observações dos resgates espirituais, através dos acontecimentos, necessitam ser levados em consideração.

Há falta sempre que transgredimos a Lei de Deus. Um pai e uma mãe, ou quem quer que seja que provoca o aborto, em qualquer período da gestação, cometerá transgressão sempre que tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, porque isso impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.

Dado o caso onde o nascimento da criança coloque em perigo a vida da mãe dela, preferível, por bom senso, manter a vida da mãe.

O aconselhamento direto com os Guias Espirituais é fundamental para que as ações sejam feitas sempre baseadas na espiritualidade.

Caso ocorra ou tenha ocorrido o aborto por decisão de qualquer natureza, a Umbanda, seguindo os postulados de Jesus Cristo, não condena e perdoa a ação.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

A Umbanda não aceita qualquer forma de violência doméstica, atendendo aos parâmetros da legislação vigente com destaque para: Estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente, Leis de proteção à mulher e a Carta das Nações Unidas (ONU), onde os direitos da pessoa humana devem ser preservados, combatendo qualquer tipo de violência doméstica.

O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE

A Umbanda defende o direito de igualdade, onde a mulher deve ocupar qualquer posição com o mesmo tratamento.

As mulheres na Umbanda estão em todos os níveis hierárquicos da religião, mostrando a toda sociedade o exemplo a ser seguido. Entendemos que a religião de Umbanda é exemplo a todos os segmentos religiosos, pois valorizamos as mulheres em seu exercício sacerdotal, promovendo a igualdade de gênero.

PEDOFILIA / MAUS TRATOS

A Umbanda não aceita qualquer forma de ato que atente contra a criança e o adolescente, em especial os casos de pedofilia e maus tratos, e defende que as Leis já estabelecidas devam ser aplicadas.

Pessoas que possuem desvio de conduta podem estar sendo obsidiadas, ou mesmo necessitam de acompanhamento psicológico, unido de orientação espiritual.

POSICIONAMENTO E ÉTICA EM RELAÇÃO À UMBANDA E OUTRAS RELIGIÕES

A Umbanda traz em si a base religiosa que deve ser respeitada. Amar, respeitar, não julgar, não caluniar, atuar sempre com verdade, na base do bem, da educação e da elevação.

O posicionamento ético em qualquer religião deve se basear em tais atributos, manifestado pelo verdadeiro religioso de Umbanda.

Sobre a questão inter-religiosa a Umbanda respeita todas as religiões e busca o Estado Laico, não discriminando nenhum tipo de manifestação religiosa que vise o respeito e evolução do ser humano.

Cremos na afirmação de que as religiões constituem os diversos caminhos de evolução espiritual, que conduzem a Deus.

SOBRE OS MÉDIUNS E ASSISTIDOS

Os médiuns e assistidos em geral são vistos como religiosos e devem agir como tal, acreditando em Deus, nos Orixás e Guias Espirituais, possuir os atributos da Fé, amar seu semelhante, não julgar, jamais caluniar, ser um pacificador, estar a serviço do bem e jamais utilizar o seu conhecimento de forma torpe. Estes atributos são posicionamentos éticos para todos que comungam da Fé umbandista.

ENSINO RELIGIOSO

A Umbanda indica a inclusão nas matérias de filosofia, história, sociologia, antropologia, incluindo o estudo da Carta Magna de Umbanda como fonte didático e como forma de inclusão social. Assim como as demais religiões, a Umbanda passa a ter um documento que esclarece de forma objetiva, seus postulados.

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

A Doutrina Umbandista vê com bons olhos a doação de órgãos.
Fazemos das palavras de Chico Xavier, as nossas:
Perguntaram a Chico Xavier se os Espíritos consideram os transplantes de órgãos prática contrária às leis naturais.
Chico respondeu: “Não. Eles dizem que assim como nós aproveitamos uma peça de roupa que não tem utilidade para determinado amigo, e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos cede essa peça de roupa, é muito natural, aos nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com segurança e proveito”.
Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo físico não tenha se completado, como nos casos de morte cerebral, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos ao espírito doador. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia outras pessoas e o próprio espírito do doador em sua evolução espiritual e, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos no plano material, colocando-os a serviço de vários necessitados.
O mesmo se dá em relação a doação de sangue, medula e qualquer tecido orgânico que venha proporcionar ajuda ao semelhante. A Umbanda, assim como qualquer religião, necessita incentivar esta prática para amparar milhões de irmãos necessitados pelo mundo.

CREMAÇÃO

Nada aventamos fundamentalmente contra a cremação.

A cremação é legítima para todos aqueles que a desejem, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio. Esse período é necessário, pois existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o “tônus vital”, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.

O sepultamento ou a cremação nada mais representam, para a alma, que a desagregação mais lenta ou mais rápida das estruturas entretecidas em agentes físicos, das quais se libertou.

CONCEITOS – UMBANDA NA DEFESA DA NATUREZA NO MUNDO E JURÍDICOS

A Umbanda é um conjunto de leis que regem a vida e a harmonia do Universo. Como religião ou como ciência, na Umbanda, tanto na prática ritualística material como na esfera espiritual das comunidades umbandistas, só se conhece uma hierarquia: a da evolução de cada Espírito nos diversos planos da criação, e a vibratória estabelecida pelo mérito de cada um. A par do conhecimento perfeito da vida, a Umbanda aproveita o ambiente material fornecido pela vibração humana para abrir o verdadeiro caminho da sabedoria onde se aprende que a verdade ou a realidade final do Universo é imutável. Dentro da concepção de que o aproveitamento material fornecido pelo homem é força ativa indispensável à realização da Umbanda, sobre o médium é que repousa integral responsabilidade, somente excedida pela sua própria compreensão quanto à missão que lhe é, por escolha, auto- imposta. A Umbanda é uma síntese expressiva de Amor, Sabedoria, Respeito, Tolerância e Renúncia, tal qual nos deparamos através do Evangelho de Jesus e dos ensinamentos Crísticos através dos Mestres do Amor que militam a religião. O Umbandista dela se serve como meio de progresso e defesa, mas nunca como instrumento de ataque. Esta síntese de concepção atende tanto a uniformidade das comunidades Umbandistas, como diretamente fica subordinada às manifestações dos diversos planos de criação, quando emanadas de uma determinação superior, única e universal.

A Umbanda esta em vários países, levando a paz e a elevação de uma religião que defende os direitos pela igualdade, respeitando a pluralidade de cada nação. As bases da “Carta Magna de Umbanda” são os princípios seguidos por religiosos de Umbanda pelo Mundo.
A Umbanda como religião ecológica, tem em seus seguidores os defensores da Natureza. Entendemos que os Sagrados Orixás manifestam-se magneticamente com mais intensidade nos sítios vibratórios da Natureza, e aonde vamos constantemente promovendo concentrações para refazimento energético, harmonizações e captação de energias sublimes, nos reequilibrando com as forças da Mãe Natureza.
Observamos que não cabe a nenhum umbandista cultuar despachos que em sua composição vão estar animais sacrificados.
As oferendas votivas realizadas pelos umbandistas no seio da Natureza, além de simples, são, todas, efetuadas com materiais biodegradáveis, que rapidamente se incorporarão ao meio ambiente. A religião de Umbanda defende a Natureza, preza pelas matas, mares, rios, cachoeiras, nascentes. Preza pela fauna e flora e contribui com isto com os tratados internacionais de preservação da natureza indicando a necessidade de meios de desenvolvimento que não a agridem.
Do ponto de vista administrativo jurídico – A Carta Magna de Umbanda defende a necessidade de organização jurídica e administrativa, no que diz respeito a organização dos Templos e Federações.

CANDIDATOS A POLÍTICA NA UMBANDA
A Umbanda exige que todo candidato que se apresente dentro da religião, concorde, se comprometa e assine documento público com o compromisso de seguir a “Carta Magna de Umbanda”. Assumindo sua posição expondo em seu próprio site, blog e em suas redes sociais.
Entendendo que este documento protege a religião de oportunistas e pessoas mal intencionadas.
Para tanto, a religião deve estar apontando qualquer tipo de possível desvio de comportamento do possível representante da religião.
Seus representantes políticos se comprometem a não interferirem na conquista de direitos individuais baseados em dogmas religiosos da Umbanda.

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