18 de abril de 1857-DOUTRINA ESPÍRITA

ANEXO – O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Pergunta 798 do Livro dos Espíritos:

O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?

A resposta:

“Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas…

Item XIII da Introdução de O Livro dos Espíritos, Kardec diz:

“Anos
são precisos para forma-se um médico medíocre e três quartas partes da vida para chegar-se a ser um sábio. Como pretender-se em algumas horas adquirir a Ciência do Infinito?

Ninguém, pois, se iluda:

o estudo do Espiritismo é imenso; interessa a todas as questões da metafísica e da ordem social; é um mundo que se abre diante de nós. Será de admirar que o efetuá-lo demande tempo, muito tempo mesmo”

18 de abril de 1857:

publicação d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS.

*PROLEGÔMENOS (de O Livro dos Espíritos)

* (s.m.pl. Longa introdução no começo de uma obra. / Conjunto de noções preliminares de uma ciência. Preâmbulo, introdução geral de uma obra).

Este livro é o repositório de seus ensinos. Foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e a forma de algumas partes da redação constituem obra daquele que recebeu a missão de os publicar.

Em o número dos Espíritos que concorreram para a execução desta obra, muitos se contam que viveram, em épocas diversas, na Terra, onde pregaram e praticaram a virtude e a sabedoria. Outros, pelos seus nomes, não pertencem a nenhuma personagem, cuja lembrança a História guarde, mas cuja elevação é atestada pela pureza de seus ensinamentos e pela união em que se acham com os usam de nomes venerados.

Eis em que termos nos deram, por escrito e por muitos médiuns, a missão de escrever este livro:

“Ocupa-te, cheio de zelo e perseverança, do trabalho que empreendeste com o nosso concurso, pois esse trabalho é nosso.

Nele pusemos as bases de um novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade.Mas, antes de o divulgares, revê-lo-emos juntos, a fim de lhe verificarmos todas as minúcias.”

“Estaremos contigo sempre que o pedires, para te ajudarmos nos teus trabalhos, porquanto esta é apenas uma parte da missão que te está confiada e que já um de nós te revelou.”

“Entre os ensinos que te são dados, alguns há que deves guardar para ti somente, até nova ordem. Quando chegar o momento de os publicares, nós to diremos. Enquanto esperas, medita sobre eles, a fim de estares pronto quando te dissermos.”

“Porás no cabeçalho do livro a cepa que te desenhamos, porque é o emblema do trabalho do Criador. Aí se acham reunidos todos os princípios materiais que melhor podem representar o corpo e o espírito.”

O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos.

“Não te deixes desanimar pela crítica. Encontrarás contraditores encarniçados, sobretudo entre os que têm interesse nos abusos. Encontra-los-ás mesmo entre os Espíritos, por isso que os que ainda não estão completamente desmaterializados procuram freqüentemente semear a dúvida por malícia ou ignorância. Prossegue sempre. Crê em Deus e caminha com confiança: aqui estaremos para te amparar e vem próximo o tempo em que a Verdade brilhará de todos os lados.”

“A vaidade de certos homens, que julgam saber tudo e tudo querem explicar a seu modo, dará nascimento a opiniões dissidentes. Mas, todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um laço fraterno, que prenderá o mundo inteiro. Estes deixarão de lado as miseráveis questões de palavras, para só se ocuparem com o que é essencial. E a doutrina será sempre a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem comunicações de Espíritos superiores.”

“Com perseverança é que chegarás a colher os frutos de teus trabalhos. O prazer que experimentarás, vendo a doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás, talvez mais no futuro do que no presente. Não te inquietes, pois, com os espinhos e as pedras que os incrédulos ou os maus acumularão no teu caminho. Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser sempre ajudado.”

“Lembra-te de que os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus. São um véu lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer perceptível a luz.”

São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito da Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, etc., etc.

“Por bem largo tempo, os homens se têm estraçalhado e anatematizado mutuamente em nome de um Deus de paz e misericórdia, ofendendo-O com semelhante sacrilégio. O Espiritismo é o laço que um dia os unirá, porque lhes mostrará onde está a verdade, onde o erro. Durante muito tempo, porém, ainda haverá escribas e fariseus que O negarão, como negaram o Cristo. Quereis saber sob a influência de que Espíritos estão as diversas seitas que entre si fizeram partilha do mundo? Julgai-o pelas suas obras e pelos seus princípios.

Jamais os bons Espíritos foram os instigadores do mal; jamais aconselharam ou legitimaram o assassínio e a violência; jamais estimularam os ódios dos partidos, nem a sede das riquezas e das honras, nem a avidez dos bens da Terra. Os que são bons, humanitários e benevolentes para com todos, esses os Seus prediletos e prediletos de Jesus, porque seguem a estrada que este lhes indicou para chegarem até Ele.”

SANTO AGOSTINHO.

Conclusão IX

O Livro dos Espíritos

O Livro dos Espíritos

Filosofia Espiritualista

Contendo

Os princípios da Doutrina Espírita

sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por

Allan Kardec

Tradução de
Renata Barbosa da Silva e
Simone T. Nakamura Bele da Silva

Edição Petit Editora

Índice das matérias

Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita

Princípios Básicos

Parte Primeira – As Causas Primárias

Capítulo 1 Deus

Deus e o infinito
Provas da existência de Deus
Atributos da Divindade
Panteísmo

Capítulo 2 Elementos gerais do universo

Conhecimento do princípio das coisas
Espírito e matéria
Propriedades da matéria
Espaço universal

Capítulo 3 Criação

Formação dos mundos
Formação dos seres vivos
Povoamento da Terra. Adão
Diversidade das raças humanas
Pluralidade dos mundos
Considerações e concordâncias bíblicas a respeito da Criação

Capítulo 4 Princípio vital

Seres orgânicos e inorgânicos
A vida e a morte
Inteligência e instinto

Parte Segunda – Mundo espírita ou dos espíritos

Capítulo 1 dos Espíritos

Origem e natureza dos Espíritos
Mundo normal primitivo
Forma e ubiqüidade dos Espíritos
Perispírito
Diferentes ordens de Espíritos
Escala Espírita
Terceira ordem – Espíritos imperfeitos
Segunda ordem – Bons Espíritos
Primeira ordem – Espíritos puros
Progressão dos Espíritos
Anjos e demônios

Capítulo 2 Encarnação dos espíritos

Objetivo da encarnação
A alma
Materialismo

Capítulo 3 Retorno da vida corporal à vida espiritual

A alma após a morte
Separação da alma e do corpo
Perturbação espiritual

Capítulo 4 Pluralidade das existências

A reencarnação
Justiça da reencarnação
Encarnação nos diferentes mundos
Transmigração progressiva
Destinação das crianças após a morte
Sexo nos Espíritos
Parentesco, filiação
Semelhanças físicas e morais
Idéias inatas

Capítulo 5 Considerações sobre a Pluralidade das existências

Capítulo 6 Vida espírita

Espíritos errantes
Mundos transitórios
Percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos
Ensaio teórico sobre a sensação nos Espíritos
Escolha das provas
Relações após a morte
Relações de simpatia e antipatia dos Espíritos. Metades eternas
Lembrança da existência corporal
Comemoração dos mortos. Funerais

Capítulo 7 Retorno à vida corporal

Prelúdio do retorno
União da alma e do corpo. Aborto
Faculdades morais e intelectuais do homem
Influência do organismo
Os deficientes mentais e a loucura
Infância
Simpatias e antipatias terrenas
Esquecimento do passado

Capítulo 8 Da emancipação da alma

O sono e os sonhos
Visitas espíritas entre pessoas vivas
Transmissão oculta do pensamento
Letargia, catalepsia, mortes aparentes
Sonambulismo
Êxtase
Dupla vista
Resumo teórico do sonambulismo, do êxtase e da dupla vista

Capítulo 9 Intervenção dos espíritos no mundo corporal

Como os Espíritos podem penetrar nossos pensamentos
Influência oculta dos Espíritos sobre nossos pensamentos e nossas ações
Possessos
Convulsivos
Afeição dos Espíritos por certas pessoas
Anjos de guarda; Espíritos protetores, familiares ou simpáticos
Pressentimentos
Influência dos Espíritos sobre os acontecimentos da vida
Ação dos Espíritos sobre os fenômenos da natureza
Os Espíritos durante os combates
Pactos
Poder oculto. Talismãs. Feiticeiros
Bênção e maldição

Capítulo 10 Ocupações e missões dos espíritos

Capítulo 11 Os três reinos

Os minerais e as plantas
Os animais e o homem
Metempsicose

Parte Terceira – Leis morais

Capítulo 1 Lei divina ou natural

Características da lei natural
Origem e conhecimento da lei natural
O bem e o mal
Divisão da lei natural

Capítulo 2 Lei de adoração

Objetivo da adoração
Adoração exterior
Vida contemplativa
Prece
Politeísmo
Sacrifícios

Capítulo 3 Lei do trabalho

Necessidade do trabalho
Limite do trabalho. Repouso

Capítulo 4 Lei de Reprodução

População do globo
Sucessão e aperfeiçoamento das raças
Obstáculos à reprodução
Casamento e celibato
Poligamia

Capítulo 5 Lei de conservação

Instinto de conservação
Meios de conservação
Prazeres dos bens da terra
Necessário e supérfluo
Privações voluntárias. Mortificações

Capítulo 6 Lei de destruição

Destruição necessária e destruição abusiva
Flagelos destruidores
Guerras
Assassinato
Crueldade
Duelo
Pena de morte

Capítulo 7 Lei de Sociedade

Necessidade da vida social
Vida de isolamento. Voto de silêncio
Laços de família

Capítulo 8 Lei do Progresso

Estado natural
Marcha do progresso
Povos degenerados
Civilização
Progresso da legislação humana
Influência do Espiritismo sobre o progresso

Capítulo 9 Lei de igualdade

Igualdade natural
Desigualdade das aptidões
Desigualdades sociais
Desigualdade das riquezas
Provas de riqueza e de miséria
Igualdade dos direitos do homem e da mulher
Igualdade diante do túmulo

Capítulo 10 Lei de Liberdade

Liberdade natural
Escravidão
Liberdade de pensar
Liberdade de consciência
Livre-arbítrio
Fatalidade
Conhecimento do futuro
Resumo teórico da motivação das ações do homem

Capítulo 11 Lei de justiça, amor e caridade

Justiça e direitos naturais
Direito de propriedade. Roubo
Caridade e amor ao próximo
Amor maternal e filial

Capítulo 12 Perfeição moral

As virtudes e os vícios
Paixões
Egoísmo
Características do homem de bem
Conhecimento de si mesmo

Parte Quarta – Esperanças e Consolações

Capítulo 1 Penalidades e prazeres terrenos

Felicidade e infelicidade relativas
Perda de pessoas amadas
Decepção. Ingratidão. Afeições destruídas
Uniões antipáticas
Medo da morte
Desgosto da vida. Suicídio

Capítulo 2 Penalidades e prazeres futuros

O nada. Vida futura
Intuição das penalidades e prazeres futuros
Intervenção de Deus nas penalidades e recompensas
Natureza das penalidades e prazeres futuros
Penalidades temporais
Expiação e arrependimento
Duração das penalidades futuras
Ressurreição da carne
Paraíso, inferno e purgatório

Conclusão

Glossário

fonte imagem: ADESERGIPE

HOJE É O DIA

Ainda que te encontres inteiramente penhorado à justiça, à face dos débitos
em que te resvalaste até ontem, lembra-te de que o Amor infinito do Pai
Celestial te concede a bênção do “hoje” para que possas solver e renovar.

O penitenciário na grade que o exclui do convívio doméstico pode, por seu
comportamento, gerar a compaixão e a simpatia daqueles que o observam,
caminhando com mais segurança no retorno à própria libertação.

O enfermo algemado ao catre do infortúnio, pelo respeito com que recebe os
desígnios divinos, pode amealhar preciosos valores em auxílio e cooperação,
em favor da própria tranqüilidade.

E ambos, o prisioneiro e o doente, no esforço de reconquista, pela nobreza
com que recolhem as dores das próprias culpas, estendem a outras almas os
benefícios que já entesouram.

Recorda assim, que o dia de melhorar é este mesmo em que nos achamos, uns à frente dos outros, respirando o mesmo clima de regeneração e de luta.
Nem ontem, nem amanhã, mas agora…

Agora é o momento de levantar os caídos e os tristes, e de amparar os que
padecem o frio da adversidade e a tortura da expiação…

Agora, é o instante de revelar paciência com os que se tresmalham no erro,
de cultivar humildade à frente do orgulho e devotamento fraternal diante da
insensatez…

Ainda que tudo te pareça na atualidade terrestre, sombra e derrota, cadeia e
desalento, ergue a Deus o teu coração em forma de prece e roga-lhe forças
para fazer luz e confiança onde a treva e o desespero dominam, porque se
ontem foi o tempo de nossa morte na queda, hoje é o dia de nossa abençoada ressurreição.

(Obra: Indulgência – Chico Xavier/Emmanuel)

REMÉDIO DE BASE

É possível haja você caído em profundo desânimo, por estar sofrendo:

a falta de alguém;
a incompreensão de amigos;
o frio da solidão;
o conflito de idéias;
acusações indébitas;
desajustes no trabalho;
dívidas agravadas;
prejuízo em negócios;
doenças no próprio corpo;
moléstias em família;
complexos de culpa;
reprovações e críticas;
sensações de abandono;
lutas e desafetos;
deserções de entes caros;
e obsessões ocultas…

Seja qual for, porém, a sua prova em si, erga a própria cabeça, ponha os olhos no Alto e retome a tarefa em que deva servir, confiando-se a Deus, porque Deus proverá e em Deus qualquer problema achará solução.

Fonte: Busca e Acharás
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografado por: Francisco Cândido Xavier

INGREDIENTES DO ÊXITO

… nas águas revoltas do mar tanta vez agressivo da atualidade, navegamos…

Dias calmos, dias tempestuosos.

O que importa é a rota segura.

E desta nos louvamos todos, à frente do Divino Timoneiro.

… capacitemo-nos, cada vez mais, de que a obra não nos pertence e sim ao Senhor que nos utiliza por instrumentos.

… à vista disso e firmados em semelhante convicção, compreendamos que a fidelidade é o ingrediente de base para o êxito.

Entender a todos e auxiliar a todos, abençoando e construindo sempre e guardar, sobretudo, a certeza de que o serviço e o amor devem constituir as margens de nosso caminho para frente.

… momentos aparecem nos quais os testemunhos de abnegação representam imperativos a que não nos é lícito fugir…

Notadamente, quando a perturbação e a calúnia nos ameaçam a estabilidade moral.

Ainda assim, aceitemos os desafios da sombra, na condição de aprendizes no educandário da luz.

… à frente de todas as dificuldades é imprescindível opor a bênção, como princípio de solução.

… é certo que o desdobramento da edificação em andamento vos exige quotas de sacrifício sempre mais altas.

Imperioso dar de nós para que a obra do Cristo se erga e se consolide no campo das necessidades humanas.

… esquecer-nos e trabalhar.

Trabalhar e servir sempre.

… na execução desse programa as lutas e problemas explodem, por vezes, de todos os flancos, a reclamar-nos fraternidade em suas mais altas demonstrações. Todavia, se atribuirmos a Jesus a importância do esforço e não a nós, sabendo receber para nós os obstáculos naturais da senda a percorrer, então, a carga ser-nos-á sempre qual estrela de amor que o Céu nos permite carregar em auxílio a nós mesmos!

pelo Espírito Bezerra de Menezes – Do livro: Bezerra, Chico e Você, Médium: Francisco Cândido Xavier.

NA HORA DO PERIGO

Emmanuel

Quando aparece o momento de fracasso, na esfera das boas obras, ouve-se comumente a repetição de afirmativas feitas:

– Eu bem disse…

– Avisei muito…

– Ninguém esperava por essa…

– Se a responsabilidade estivesse em minhas mãos, isso nunca sucederia…

-Foi muita imprevidência…

– Se eu soubesse antes, agiria de outra forma…

Depois de cada frase, alinham-se os comentários. Interpretações deprimentes, versões fesceninas, maldições, boatos.

Convençamo-nos, porém, de que advertências ou queixas tardias não adiantam. Não vale reclamar à frente dos escombros de casa caída; urge verificar a extensão do desastre e socorrer as vítimas. Suar na remoção dos destroços e rearticular possibilidades. Estabelecer a calma e selecionar o que se faça útil.

Nas crises das boas obras, é preciso atender igualmente a isso. Aprender a recomeçar vezes e vezes. Sofrer e seguir adiante. Contar com dificuldade, censura, impedimento, solidão.

Em se tratando de ti mesmo, não percas tempo, chorando ou lastimando quando é justamente a hora de agir. Perante as complicações inevitáveis, é imperioso te disponhas a colaborar com mais segurança na vitória do bem. Se surge o problema da deserção nas fileiras, abençoa os companheiros que não puderam prosseguir em ação e, tanto quanto seja possível, coloca nos próprios ombros a carga de responsabilidade que te deixaram aos pés. Eles retornarão quando as forças lhes permitirem e saberão agradecer-te o concurso.

Quanto às duvidas prováveis que possas manter em relação à próprias energias para a sustentação dos deveres em marcha, convence-te de que nenhum de nós possui recursos suficientes para executar plenamente as realizações do Evangelho; entretanto, acima de tudo, crê no amor e no poder de Jesus, que te aceitou a cooperação. Nele encontramos luz na obscuridade e complementação na fraqueza. Ele te fará superar todos os empeços. E se te entregas fielmente à proteção dele, sem que saibas definir ou sequer imaginar, quanto te reconheças em meio de perigos supremos, na onda revolta das tentações e dos problemas, e nada mais esperes senão soçobrar, sentir-lhe-ás a vigorosa mão sobre a tua e aprenderá, por fim, no grande silêncio da alma, que Ele, o Senhor, em teu coração e em tua fé, pode realizar tudo aquilo que te parece impossível.

Livro: Encontro marcado – Emmanuel – Chico Xavier

QUE HOMEM É ESTE?

Para escrever sobre este homem, minha incapacidade é tamanha que lanço mão de palavras e frases lidas e ouvidas aqui ou acolá.

Tento. Escrevo e apago. Rabisco e risco. Arrisco-me. Nem assim me é fácil expressar o que gostaria de dizer. Mas se você esteve com ele por alguns minutos, ainda que tenha sido uma única vez, não terá dificuldade em entender o que tanto quero dizer e não consigo.

Que homem é este que:

doente, deu saúde a um incontável número de pessoas;

pobre de bens materiais, consolou numerosos ricos;

rico de bens espirituais, jamais esqueceu dos pobres;

sem poder humano, orientou e consolou poderosos;

sem dinheiro, enriqueceu o século em que nasceu;

sem títulos acadêmicos, apenas com o quarto ano primário, foi co-autor de verdadeira enciclopédia, versando os mais variados temas sobre Ciência, Filosofia e Religião;

apagando-se, iluminou nossos caminhos.

De sua boca jamais se ouviu uma palavra de pessimismo, ódio, condenação ou revolta. Sua vida foi toda dedicada para que “a fé se elevasse, a esperança crescesse, a bondade se expandisse e o amor triunfasse sobre todas as causas”.

Que homem é este que, apesar dos sofrimentos que experimentou em toda a vida, ainda consegue:

sorrir além do cansaço;

servir apesar das doenças;

sofrer sem reclamar;

fazer o bem aos que lhe fazem mal;

orar pelos que o perseguem e caluniam;

ajudar desinteressadamente;

conversar com os animais;

amar todos os seres;

publicar quatrocentos e dez livros, com vinte milhões de exemplares vendidos*, sem nunca receber um centavo de direitos autorais.

Que homem é este que, há muitos anos, capa e assunto das principais revistas e jornais do país, nunca perdeu a simplicidade?

Que homem é este que, após alguns anos retido em sua casa por doenças graves, bastou a simples notícia de que havia voltado a atender para que milhares de pessoas acorressem à cidade onde mora, simplesmente para vê-lo?

Que homem é este que resistiu oitenta e nove anos** de massacre com a mesma paciência e serenidade dos primeiros seguidores de Jesus?

Que nunca se cansa de fazer o bem?

Nunca perguntei a este homem se ele é feliz, mas deve ser, porque faz a vontade de Deus.

Ele tem um jeito manso de falar, um olhar límpido como um céu sem nuvens, um sorriso franco de quem é autêntico…

Este homem não consegue mais falar sobre o Cristo sem se emocionar até as lágrimas.

Seu nome é Chico, o nosso Chico, um homem feito só de amor.

Seu nome é Chico, Chico Xavier, a paz que todo mundo quer.

Livro: Momentos Com Chico Xavier

Adelino da Silveira

Grupo Espírita da Paz

A NOVA ERA

ESPÍRITO ISRAELITA Mulhouse, 1861

São chegados os tempos em que as idéias morais devem desenvolver-se, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Elas devem seguir o mesmo roteiro que as idéias de liberdade seguiram, como suas precursoras.

Mas não se pense que esse desenvolvimento se fará sem lutas. Não, porque elas necessitam, para chegar ao amadurecimento, de agitações e discussões, a fim de atraírem a atenção das massas.

Uma vez despertada a atenção, a beleza e a santidade da moral tocarão os Espíritos, e eles se dedicarão a uma ciência que lhes traz a chave da vida futura e lhes abre a porta da felicidade eterna.

Foi Moisés quem abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá.

“Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?”

André Luiz

DEUS E O INFINITO

Que é Deus?


“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”


Que se deve entender por infinito?


“O que não tem começo nem fim: o desconhecido, tudo o que é desconhecido é infinito.”


Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?


“Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens.”


Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não o está mais do que a primeira.

ALLAN KARDEC
Livro: “O Livro dos Espíritos”

Livro: Encontro marcado – Emmanuel – Chico Xavier

Livro: Sementeira da Fraternidade
Lins de Vasconcellos & Divaldo P. Franco

Diversos cientistas e filósofos profetizaram, empertigados e loquazes, que o século da razão solaparia as bases da fé, relegando-a ao abandono da História, qual crendice supersticiosa e desvalorizada, e programaram que, entre as valiosas conquistas da Ciência e as audaciosas conclusões dos concepcionistas hodiernos, essa mesma fé bruxulearia, desaparecendo a religião da face da Terra.

Animados pelas idéias revolucionárias que empolgaram o último quartel do século XIX e buscando aplicar os conceitos de Frederico Nietzsche sobre o super-homem, acreditaram que o Estado, através de uma política de absolutismo do poder, atenderia aos impositivos da miséria humana e social, aniquilando a iniciativa privada e arrasando os valorosos esforços da Filantropia e da Caridade, em nome de Deus e da Humanidade.

Não contavam, no entanto, esses nobres pensadores, com o advento de uma fé científica, — o Espiritismo —, que viria abrir uma nova alvorada para mentes e corações, a fim de soerguer o homem em pleno descalabro moral e conduzi-lo a diferente estado de ânimo, pelos rumos da dignidade e do amor.

Ante o impacto experimentado com a chegada da Era Espírita, invectivaram contra a fenomenologia medianímica, crendo que, desrespeitando o fenômeno mediúnico, descaracterizariam a Doutrina e procuraram desconhecê-la, como se ignorando o fato pudessem destruir-lhe a legitimidade.

O Espiritismo, consolidando a promessa de Jesus Cristo, trouxe à Terra um novo “modus-operandi” capaz de estimular o espírito humano no roteiro da dignificação pessoal e social, fazendo-o religioso com religiosidade íntima, capaz de ligá-lo, realmente a Deus, destarte, convocando-o para o auxílio aos náufragos e vencidos morais no mar proceloso das aflições, redimindo-se, por fim, através da redenção que propicia ao próximo.

Abriu, a Doutrina Espírita, novas clareiras intelectuais, confirmando a continuidade da vida além da morte, atendendo à dor e ao desespero na lapa em que se enfurnavam, ajudando a investigação científica com as luzes que espraia, equacionando os intricados problemas do pensamento…

A excelente mensagem kardequiana com que Deus nos dignifica há mais de cem anos, vem fecundando em nosso espírito o Espírito do Cristo, como sol que ilumina o porvir desde hoje.

Enquanto a derrocada moral amesquinha as conquistas da inteligência e o desvario mental zomba do conhecimento e da cultura, no tumulto que se vive em toda a parte, Jesus ressurge em novas formulações, chamando e clamando com misericordiosa voz, em imperativo apelo, para o exame, meditação e vivência dos postulados do amor, como trilha segura para a Espiritualidade Maior.

DOADORES DE PAZ

Emmanuel

“Não penseis que vim trazer paz à Terra;não vim trazer paz, mas espada”.
– Jesus.(Mateus, 10:34.)

Os obreiros da paz são sempre esteios benditos, na formação da felicidade humana.

Os que falam na concórdia . . .

Os que escrevem, concitando a serenidade . . .

Os que pregam a necessidade de entendimento . . .

Os que exortam à harmonia . . .

Os que trabalham pelo equilíbrio . . .

Os verdadeiros pacificadores, no entanto, compreendem que a paz se levanta por dentro da luta e, por isso mesmo, não ignoram que ela é construída – laboriosamente construída – por aqueles que se dedicam à edificação do Reino do Amor, entre as criaturas, tais quais sejam:

os que carregam os fardos dos companheiros, diminuindo-lhes as preocupações;

os que agüentam, sozinhos, pesados sacrifícios para que os entes queridos não se curvem, sob o peso da angústia;

os que procuram esquecer-se para que outros se façam favorecidos ou destacados;

os que abraçam responsabilidades e compromissos de que já se sentem dispensados, para que haja mais amplas facilidades no caminho dos semelhantes.

Em certa ocasião, disse-nos Jesus: – «Eu não vim trazer paz à Terra e sim a divisão»; entretanto, em outro lance dos seus ensinamentos, afirmou-nos, convincente: – A minha paz vos dou, mas não vo-la dou como o mundo a dá».

O Divino Mestre deu-nos claramente a perceber que, para sermos construtores da paz, é preciso saber doar-lhe o bálsamo vivificante, em favor dos outros, conservando, bastas vezes, o fogo da luta pelo próprio burilamento, no fechado recinto do coração.

(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Mais Perto” – Edição GEEM)

EntrevistadeDivaldoFranco

Fonte: Entrevista feita no dia 13 de Junho de 2005, com Divaldo Franco apos
o encerramento do Primeiro Mini Congresso Espirita Britanico.

Elsa Rossi, editora do Boletim da Coordenadoria Europa do CEI – London UK

P – Divaldo, percebe-se que há um despertamento da humanidade para a busca do lado espiritual, a que se atribui isso?

R – A ciência e a tecnologia solucionaram inúmeros problemas do pensamento humano, mas não equacionaram o problema da paz. O homem moderno que penetra nas galáxias e nas micro-partículas não logra conscientemente penetrar no mago dos seus sentimentos. As metas estabelecidas pela cultura hodierna são imediatistas e quando o indivíduo as alcança, elas perdem o sentido. Eis porquê o ser que se aventura na jornada reencarnacionista nos dias de hoje, sente um grande vazio no coração, numa nsia imensa pela eternidade. Desse modo, de acordo com os níveis de consciência os seres humanos estão buscando respostas espirituais e viajando na direção da imortalidade. Esta é a razão fundamental da grande busca do espiritualismo em todas as suas denominações na terra dos nossos dias.

P – A mediunidade também está dentro do espiritualismo e qual a finalidade da mediunidade em geral?

R – Sómente através do fenômeno mediúnico é que se pode ter a prova científica da imortalidade da alma. As religiões ortodoxas do passado e algumas outras do presente, castraram os dons, atribuídos pelo apóstolo Paulo às criaturas humanas, e também, referidos por Jesus, quando ele asseverou que nós poderíamos fazer tudo o que ele fêz se tivéssemos fé. Então a mediúnidade tem por objeto essencial provar que a morte daqueles que saíram da Terra não encerrou a vida.

A mediunidade tem por finalidade essencial ensejar aos espíritos a sua comunicação demonstrando a sobrevivência da alma após o decesso tumular. Na história ela sempre esteve presente como profecia, nas revelações das sibilas, dos hierofantes, por cujos meios eles se comunicavam sempre. Graças a Allan Kardec, esta adquiriu cidadania cultura tornando-se o instrumento pelo qual a vida que permanece depois do túmulo pode ser pesquisada em laboratório.

P – Como se processa o seu desenvolvimento?

R – Segundo Allan Kardec todos somos portadores de faculdades mediúnicas, uns são os médiums ostensivos, aqueles nos quais a mediunidade aparece sem aviso prévio, outros são os médiums naturais que Charles Richet denominava o sexto sentido. A faixa vibratória na qual saindo do sentidos materiais adentramos nos fenômenos de natureza super-normal. A sua educação como a da inteligência a da memória dá-se através do exercício do conhecimento das suas funções, das reflexões profundas, da meditação e da prece.

P – Há técnicas especiais para se adquirir a mediunidade?

R – Quando ela não se apresenta espontneamente cada um de nós pode exercitar a concentração interior de modo que aprofundando nosso pensamento no mago do ser, passamos a captar as vibrações para-físicas e lentamente vamos ampliando o campo das percepções até o fenômeno tornar-se mais ostensivo, mais vigoroso através do exercício portanto, é que educamos a mediunidade, é que lhe ampliamos as possibilidades, é que dispomos de uma técnica particularmente na mediunidade espírita, que nos exige a reforma interior para melhor, a adoção dos postulados de Jesus a fim de melhor sintonizarmos com os espíritos nobres.

P – Como saber se uma obsessão é mediunidade desorientada?

R – Na raiz de todo fenômeno obsessivo há um espírito devedor. Para que haja o fenômeno da obsessão é necessário que o indivíduo seja portador de uma faculdade mediúnica, seja ela a intuição aguçada que irá permitir a telepatia do adversário, seja a psicofônica através da qual o espírito em se imantando ao perispírito do enfermo transmite-lhe as sensações compatíveis ao seu estado, de mal-estar, de vingança ou de ressarcimento do mal que lhe foi feito o que é sempre uma loucura. Portanto, daí o dizer que nas mediunidades atormentadas existem invariavelmente obsessões e nas obsessões o fenômeno dá-se, o da interferência do espírito adversário graças à faculdade mediúnica não-disciplinada.

P – Quantos espíritos escrevem por seu intermédio?

R – O Dr. Washington Luis Nogueira Fernandes, que me tem biografado e feito estatísticas das minhas atividades graças a documentação de que disponho, chegou a contabilizar 263 que já foram publicados. Mas, como venho psicografando cartas particulares do além-túmulo para pessoas que não as publicam por motivos compreensíveis, eu acredito que já ultrapassamos 400.

P – Tivemos conhecimento de que recentemente no Congresso Espírita em Paris 2004, você recebeu mensagem psicografada espelhada em Francês, frente a 1800 pessoas. Isso acontece com frequência?

R – Não acontece com frequência. A minha primeira experiência foi num programa na TV da cidade de Uberaba quando fui agraciado com o título de cidadão Uberabense. Após a cerimônia no dia seguinte, um programa chamado “A Bigorna” porque os entrevistadores bigornavam o entrevistado; então, estava o materialista, o professor da universidade, outras personalidades e me entrevistaram em tom de debate muito acalorado.

Ao término o mediador do programa perguntou se eu poderia psicografar, expliquei-lhe que não dependia de mim mas como vi a mentora Joanna de Angelis presente, eu aquiesci e disse que iríamos tentar. Para minha surpresa veio uma mensagem escrita em Inglês especularmente para ser lida através do próprio espelho.

A surpresa foi geral, Chico Xavier ainda estava encarnado e acompanhou o programa pela televisão como me disse depois. Posteriormente eu psicografei outra na cidade de Ellon College na Carolina do North, na residência do senhor Haddad em uma reunião íntima. Mais tarde, voltei a psicografar em uma atividade em uma igreja no cidade de San Antonio no Texas, em uma reunião promovida pelo Dr. John Zerio, ainda mais uma vez eu tive a experiência em Inglês. E essa em Francês em Paris, foi uma grande surpresa. No entanto já havia escrito linearmente em Francês, em Italiano, Alemao e até mesmo em àrabe, cujas mensagens conversamos os originais com muito carinho.

Recebi duas mensagens em Alemão, uma em público e outra em Salvador dirigida ao Engenheiro André Studer, que publicou no livro que ele estava escrevendo de nome “Manur”. Foi muito curioso porque André Studer é uma alma muito querida, um grande amigo nosso e benfeitor e um dia Joanna de Angelis apareceu e queria mandar a ele uma mensagem, que pensei ser uma mensagem convencional em Português. Ela escreveu para ele em Alemão antigo a respeito do livro que ele estava escrevendo de que ninguém sabia, só ele e a esposa. Então mandei a mensagem sem saber do conteúdo e mais tarde ele me confidenciou que foi a maior prova da excelência do livro e que ele, teve da mediunidade. (Ele sabe que eu não falo alemão, sabia que eu não estava informado de maneira nenhuma. Ele publicou no livro contando como a mensagem chegou, quem é Joanna de Angelis etc.

Recebi outra mensagem em Italiano na Comunità Vita Nuova em Milão. Estava em uma reunião e Ernesto Bozzano veio e escreveu em Italiano sem ninguém esperar. Posteriormente eu recebi uma segunda mensagem em Italiano dirigida ao então presidente do Vita Nuova, Antonio Rosa Spina, hoje desencarnado.

P – Você escreve muitos livros na linha psicológica que são utilizados por vários estudantes de psicologia. Qual a posição da ciência frente as obras mediúnicas?

R – Graças à psicologia transpessoal há hoje uma visão muito digna em torno do trabalho que vem do além-túmulo pela visão, pela observação dos seus estudiosos. Quando Joanna de Angelis começou a escrever a série psicológica, são 12 livros, a mim causou uma grande surpresa e eu perguntei-lhe como é que ela tendo desencarnado em 1822 poderia escrever sobre assuntos da atualidade, referir-se a autores e a escritores, a psicólogos, psicanalistas, psiquiatras do século 20.

Ela explicou-me, com a clareza do seu raciocínio, que o conhecimento vem do mundo espiritual para o terreno e não deste para aquele. Ela não foi uma psicológa acadêmica, mas que no mundo espiritual muitos daqueles que vieram trazer a psicologia estiveram em convivío com ela e outros, debatendo temas, construindo os processos da doutrina e reencarnaram sob a sua assistência, do grupo. Quando retornaram foram avaliados, comentados, e outros missionários do pensamento vieram à Terra. Desse modo ela estava muito familiarizada, particularmente com a doutrina de Karl Gustave Jung por abrir na sua psicologia profunda uma possibilidade muito ampla para a psicologia transpessoal. Porque o desejo da querida Benfeitora é de fazer uma ponte entre a psicologia e o Espiritismo, demonstrando que Allan Kardec foi o primeiro psicólogo não-acadêmico, porque ele penetrou no mago dos conflitos humanos e ofereceu as respostas hábeis e as terapias mais edificantes. Então hoje, os psicólogos, não apenas os transpessoais examinam a produçao mediúnica e aceitam, com as exceções compreensíveis. Havemos no Brasil os que estão adotando nos seus cursos universitários algumas das obras de Joanna de Angelis, como grupos de psicólogos que as estudam em todo o território nacional. Eu tenho relacionado mais de 30 nomes de instituições espíritas que tiveram a gentileza de mandar comunicar-me que Joanna de Angelis foi estudada sob a orientação de psicólogos.

P – Por favor fale-nos da Instituição educacional que você fundou e dirige no Brasil e como é possível visitá-la?

R – A Mansão do Caminho é uma esperiência sui generis, nasceu de uma visão psíquica que tive em 1949 e foi edificada na tradição da época como um lar de crianças órfãs. Em 1952 nós inauguramos mas em 1955 um amigo encontrou a área do terreno onde estamos até hoje que era o que eu houvera visto no desdobramento psíquico e com muito esforço nossa instituição adquiriu metade da área posteriormente o restante, e ali edificamos uma obra sui generis na America Latina.

Foram os primeiros lares substitutos do continente sul-americano. Uma comunidade com casas, cada uma delas com 8 crianças com ambos os sexos para tirar o encanto dos tormentos sexuais muito vigentes na época. Como eram crianças abandonadas, que não tinham pais, que foram desprezadas nós mantivemos muito a imagem paterna sendo Nilson e eu a representação masculina e nos lares uma tia. Evitamos colocar o nome mãe para não romper os seus laços com a consanguinidade e evitamos também ser chamados de pais, somos todos tios, como se eles fossem órfãos e familiares nossos e fossem transferidos para a nossa residência.

Chegamos a ter 125 crianças simultneamente. Para bem atendê-las criamos uma comunidade, primeiro uma chèche, depois um jardim de infância, depois uma escola fundamental, depois as escolas profissionalizantes. Por volta de 1982, Joanna de Angelis, a mentora disse-nos que o método já não era compatível com a visão da psico-pedagogia moderna. Porque retirar a criança do seu meio-ambiente era dar-lhe um meio-artificial, porque chegaria o momento em que ela teria que voltar as suas raízes, voltar à sociedade e no ambiente fechado estava super protegida, não se podia fazer um ambiente aberto porque necessitaríamos de vigilncia o que seria anti-psicológico.

Então que nós ampliássemos a obra; a criança seria levada pela manhã passaria todo dia conosco e voltava à sua casa a noite. Mesmo no caso dos órfãos, sempre há um familiar, um tio, uma avó e nós nos responsibilizaríamos por mantê-los porém em casa. Assim, deixamos de ter os lares à medida que todos foram emancipando-se nós não os renovamos e hoje temos 3.190 crianças e jovens. Chegam as 7 horas fazem a refeição, a merenda, o almoço, a merenda e os menores antes de sair tomam o último lanche para ir para casa. Como notamos a carência no bairro que é muito grande, todos levam para casa pães, café e leite. Esta é uma maneira de nós chegarmos a família que também está carente. Dessa forma os nossos meninos entram em nossa creche aos 2 meses, saem com 2 anos e vão para o Jardim de Infncia agora para a alfabetização e logo entram no fundamental. Como nosso bairro é muito carente nós temos um Centro Médico que atende a uma média de 400 a 500 pessoas por dia. O centro médico tem 14 médicos, 2 odontólogos, laboratório de análises clínicas e procuramos dar todos os remédios, porque o grande problema é fome. As pessoas não têm dinheiro para comer e menos para comprar medicação. E porque a dor é muito grande, nós atendemos a 92 soro-positivos do HIV, a tuberculosos, a ex-hansenianos. Atendemos a 250 famílias que estão abaixo do nível da miséria, 150 em promoção. São aquelas famílias cujos filhos estão em nossas escolas e cujos pais necessitam de trabalhar. Nós pagamos o aluguel das casas, damos uma cesta básica para a semana e os filhos ficam conosco, mas os pais têm que trabalhar. Depois de 6 meses de assistência completa eles estão promovidos socialmente e cedem o lugar para outro.

Dessa forma, nós temos uma rede de atendimento a quase 5.000 pessoas por dia.

E do lado espírita nós temos atendimento fraterno diáriamente de 9 as 11, das 14 as 17. Reuniões nós temos 5; reuniões públicas, reuniões de estudos espíritas, conferências, aulas de evangelização infanto-juvenil aos domingos. Temos 8 sessões mediúnicas em diferentes dias e salas, e ao mesmo tempo, procuramos estar sempre as ordens para atender os necessitados quando ocorre um problema. Temos uma equipe de visitadores; porque as vezes a pessoa adoece e deseja uma palavra amiga, um socorro magnético, uma bio-energia e não tem para onde apelar. Telefonam-nos, nós encaminhamos o apelo para o setor e sempre irá alguém visitar até a pessoa poder ir. A comunidade é portanto muito grande, nós temos mais de 400 voluntários, 200 funcionários remunerados, 7 cozinhas para poder atender a tão larga faixa de alimentação. Qualquer pessoa chegando a Salvador desejando visitar não tem o menor problema, liga para o número 3393.2018. Será muito bem recebido e vai nos dias úteis de segunda a sexta das 9 as 11 e das 14 as 17, nós temos uma comissão de recepção diária que apresenta a obra, dá informações e orientaçao.

Interferem os espíritos em nossas vidas?

Livro: O Paulo de Tarso de nossos dias – Ed. Leal
Ana Maria Spränger Luiz

No dia 22 de agosto de 1987, em Campos, no Estado do Rio de Janeiro, Divaldo nos ensinava sobre os percalços que surgem com aqueles que se comprazem em perseguir o Bem. Citou vários deles ocorridos com confrades desejosos de seguir ao Mestre Jesus. No entanto, um fato acontecido com ele próprio chamou-me atenção. E, passo a lhes narrar:

– Em 1971, Divaldo foi convidado para proferir conferências em Angola, na sua capital, Luanda, bem como também em Lourenço Marques, capital de Mocambique. à época havia somente um vôo que partia da Africa do Sul para os citados lugares. Logo ao sair do Brasil, na grande aventura que era falar na África Portuguesa, no tempo da didatura salazarista, ainda teria que pernoitar em Joannesburg, onde ele não conhecia ninguém.Então, para aproveitar o tempo, o médium e tribuno baiano também pronunciaria uma palestra em Joannesburg, cidade próspera ;dos diamantes, do ouro, do urnio… Metrópole enorme com um aeroporto excelente, gigantesco…D.Maria Cleofé, anfitriã dos países portugueses mandou foto de Divaldo a um seu amigo, nascido em Cabo Verde, e pediu-lhe que o fosse buscar no aeroporto e o levasse ao hotel que já se encontrava reservado. Esse senhor também seria o intérprete da conferência do dia seguinte, já que na África do Sul são usados o inglês e o africanês como línguas oficiais.

Divaldo desce no aeroporto. Procura a enorme esteira onde as malas ficam expostas para serem levadas pelos respectivos donos. No Rio de Janeiro, antes de partir para a viagem internacional, ele ganhara de presente uma linda mala preta de marca famosa , do querido e saudoso Sr.Aristides Silva – mas…surpresa! A maioria das malas era da referida marca, todas parecidíssimas. Divaldo pega a que lhe pareceu ser a sua e sai para procurar o senhor que o levaria ao hotel.

Após as apresentações de praxe, a alegria daquele encontro, o senhor pede à Divaldo que fique em sua casa para poderem treinar mais, a fim de que no dia seguinte a tradução pudesse ser a melhor possível dada as diferenças de pronúncia.

O Português dos nascidos em Cabo Verde é muito fechado.O Português de Divaldo Franco é muito aberto já que ele é baiano. Divaldo aceita o convite.Partem no automóvel do anfitrião com a mala preta – que não era a dele. Chegam às 23,30 horas. Divaldo percebe o engano ao abri-la, aproximadamente às 24,30 horas, ao se preparar para descansar de tão exaustiva viagem. Ora. Pede ao Senhor da vinha e da vida amparo e proteção e… percebe o espírito MARCELO RIBEIRO ao seu lado:

“-Que se passa, baiano?”

“-Essa não é a minha mala! Você sabe onde a minha se encontra, Marcelo?”

“-Quando os passageiros extraviam seus pertencem, normalmente

, as bagagens são levadas para os respectivos depósitos…mas sua mala preta ainda está na rede, na esteira. Peça ao seu anfitrião que o leve lá, que bata na porta que se encontra fechada, mas o vigia autorizado será gentil, e tudo dará certo. Confie! Entregue a mala que não lhe pertence ao tal vigia, pois seu verdadeiro dono parte amanhã cedo para a África Portuguesa, e, como você também está em aflição.”

O médium e tribuno fica constrangido…Como explicar tudo isso àquele homem que não era espírita, que não entendia – que os espíritos interferem em nossas vidas… – que tivera boa – vontade em ser seu intérprete mas não sabia da comunicabilidade dos desencarnados – que não acreditava na reencarnação? Assim mesmo , sai ao corredor e lhe pede que o leve ao aeroporto que distava 60 minutos de onde se encontravam. O homem fala:

“- Amanhã iremos lá.”

“-Por favor, hoje. Ou, então pensando melhor, chame-me um táxi. Do aeroporto, depois de pegar minha mala, que está na esteira, irei para o hotel.Não quero mais incomodá-lo…”

“-Homem, como o irmão Divaldo, afirma com tanta certeza que a mala se encontra na esteira e não no depósito?”

“- O senhor leu meu curriculum. Eu sou médium. Vejo os espíritos, converso com eles.Um amigo espiritual está aqui a me dizer.”

“-Se tudo acontecer como o irmão Divaldo está a falar eu me torno espírita! Mas, se a mala lá não estiver o irmão me promete que larga tudo isso?”

“-Prometo!…Mas ninguém “vira”espírita da noite para o dia.”

Foram.Tudo ocorreu como MARCELO RIBEIRO previra.

No dia seguinte mais uma surpresa. O espírito VIANNA DE CARVALHO, pela psicofonia,durante a conferência, e para espanto do tradutor, falou aos brancos -os colonizadores- da platéia da Africa do Sul, em inglês. E não ficou somente nisso …

Mais tarde para a platéia dos autóctones, dos negros colonizados – já que lá tudo era separado – também VIANNA pela mediunidade ímpar de Divaldo dirigiu-se a todos em inglês.

“-E o irmão Divaldo a me falar que não sabia inglês” , diz-lhe o tradutor.

“-E não sei! Foi o espírito…”

“-Não me venha com “espírito”; nunca vi espírito entrar pela boca de ninguém…!” O difícil foi ao final da conferência Divaldo Franco receber os cumprimentos, as afetuosas palavras dos que ali se encontravam, que pensando que ele compreendia o idioma, falavam…falavam… em inglês!!! E explicar que espírito não entra mas “sai ” pela boca!

Muita

Empresas

Fonte: Página psicografada pelo médium DIVALDO FRANCO, na reunião mediúnica da noite de 09 de junho de 2004,
no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia

Joanna de Ângelis

No mundo moderno, atulhado de alta tecnologia e de muita extravagncia, os conceitos da simplicidade e da abnegação tornam-se combatidos tenazmente, de maneira a cederem lugar à automação, à excentricidade e aos interesses do lucro imediato.

Tecnocratas e executivos de alto porte digladiam-se para alcançar metas cada vez mais audaciosas, em lutas renhidas, embora o respeito que nos merecem os seus esforços e pessoas, objetivando projeção e insaciável poder.

Transformam situações de bondade em lugares de investimento e os seus procedimentos sempre se firmam em inversões e programas de rendas como essenciais.

Fixados em tabelas estatisticamente comprovadas e movimentando com habilidade os cálculos do mercado através das Bolsas, estabelecem prazos de usura em todos os negócios e entregam-se às aquisições de alta rentabilidade.

Enriquecem e promovem a altos níveis as empresas para as quais trabalham sob altos estipêndios e compensações com sofreguidão e estresse, até quando são desalojados pela aposentadoria, pela velhice e pela morte…

Empresas não têm alma, nem pulsa nos seus mecanismos automáticos qualquer tipo de coração.

As criaturas, que nelas se esfalfam, são peças da sua engrenagem, e por mais importantes que se façam, são sempre substituíveis por outras mais produtivas para o conjunto em incessante renovação, decorrência natural dos novos instrumentos apresentados pelas indústrias de promoção e de atualização.

O pensamento empresarial é linear, direto, calculista, destituído de sentimento de amor, de misericórdia, de compaixão.

às vezes, a empresa começa no fundo do quintal e torna-se poderosa com o tempo e o exaustivo trabalho, sem que os seus iniciadores, que se exauriram, logrem fruir-lhe os benefícios que passam para gerações que os sucedem.

É verdade que facultam o progresso na Terra, mas também respondem por muitas misérias e violências morais, econômicas e sociais…

As empresas formidandas, que investem parte dos seus lucros em programas de educação, de higiene, de saúde em favor de vidas, não poucas vezes sugam outras tantas que se lhes submetem como escravas, com salários miseráveis, na nsia de incessante aumento de produção.

São valiosas essas contribuições empresariais, embora também responsáveis por competições destrutivas, espionagem sórdidas, prepotência dramática, comportamentos absurdos.

Certamente é inevitável a marcha e o avanço da cultura, da ciência e da tecnologia, das empresas e monopólios perversos, hediondos.

Suas regras e delineamentos invejáveis são próprios para o seu selvagem desenvolvimento, mas não devem ser aplicados em todos os labores que se realizam na Terra, especialmente naqueles de origem espiritual, que têm compromisso com o Amor e a Verdade, pelo menos através dos seus objetivos.

* * *

Com Jesus a empresa é de solidariedade, de benevolência, de paz.

Nela não há lugar para os rigores nem as exigências que ferem a fraternidade, o respeito pelas vidas, pelo sofrimento, pelos operários menos valiosos, aqueles que não são tão hábeis ou se apresentam mais morosos…

A tentação de trazer para o serviço do Mestre as técnicas esdrúxulas, os códigos frios e as atitudes autoritários dos empresários dominadores faz-se de contínuo, ameaçando a Vera caridade, que deve sempre ser a bandeira erguida por aqueles que se Lhe dedicam.

Vota-se com entusiasmo para equipar-se o ninho de amor e de auxílio recíproco, de socorro aos que buscam servir, embora se encontrem sob terapias libertadoras, em depressões profundas e desequilíbrios deploráveis, incluindo os cooperadores-máquinas habilidosos, não poucas vezes insensíveis, igualmente destituídos de compromisso com a proposta do Amigo incomum e do Seu Evangelho.

Pensando-se sempre em ganhar-se mais dinheiro, em melhorar-se a aparência do trabalho, em utilizar-se as técnicas de propaganda para tornar-se conhecido o labor, na condição de produto de venda e de exportação, em projetar-se as imagens trabalhadas pela maquiagem do mercado explorador, ficam em planos secundário, senão esquecidos, os compromissos com a simplicidade do sentimento e a humildade do comportamento.

Vigia as nascentes do coração de onde brotam os bons como os maus pensamentos, e tem cuidado.

Não te deixes arrastar pelos palradores e mercadológicos, entusiasta em favor das transformações imperiosas e imprudentes, sonhadores do mundo que não conhecem as regrar do Evangelho nem a conduta espírita.

A empresa de Jesus é diferente, preservadora da união de todos os seus membros, sem jamais ter lugar o campeonato de dissensão.

No seu estatuto, o maior é sempre quem melhor serve e não aquele que mais se exalta.

à disputa pelas posições de relevo, que afinal não existem, o esforço prevalece para ser o mais bem devotado servidor.

Esse candidato que chega não elimina aquele que se encontrava no trabalho, antes se lhe torna cooperador. Por sua vez, sem temer quem se aproxima, aquele que está a serviço faculta-lhe a compreensão do serviço, entrosando-o no grupo fraternal onde deseja mourejar.

Não dispensa os servidores debilitados, mas providencia para que sejam encaminhados e incapazes.

Não abre espaço para ingratidão àquele que ofereceu o melhor da sua existência, trabalhando nos alicerces da obra, e hoje, cansado, desatualizado, é deixado no paredão do abandono.

Nunca olvida os sofredores, pensando apenas no azinhavre decorrente do acumular de mais moedas.

Alarga a caridade que socorre a necessidade e ilumina o ser, libertando-o da ignorância.

O respeito pelo outro é normativa de conduta permanente, e a consideração para com o ausente impede o desenvolvimento da maledicência, da calúnia, da perseguição gratuita, decorrente da antipatia que possa viger no grupo.

A empresa de Jesus, na atualidade, ainda deve inspirar-se no programa e na ação da Casa do Caminho, erguida por Simão Pedro em Jerusalém nos dias apostólico.

São, certamente, estes novos e outros tempos, bem como diferente as suas leis.

As criaturas humanas, no entanto, são quase as mesmas, vivendo condições e situações bem equivalentes.

Respeitar a modernidade, sim, porém, não permitir que alguns dos seus métodos do comportamento minem os compromissos para com a bondade e o bem.

Precauções argentárias e cuidados previdenciários devem ser observados, nunca, porém, o esquecimento do apoio da providência divina, que jamais falta.

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