Quando Oxum respondeu…- Ìyálorisá Elaine Ti Òsun

Quando Oxum respondeu…

Do blog Coisas da Vida – http://coisasdecasados.blogspot.com/
Posted: 11 Mar 2012 02:00 PM PDT

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Ìyálorisá Elaine Ti Òsun

Você sabe que é muito perigoso montar num cavalo e que muita gente já morreu porque caiu dele ou foi pisoteado? Sei sim filho… Foi o que respondi ao Dyogo, que agora anda experimentando as lides com equinos no sítio de um amigo. Sua pergunta foi justa, mas se deu mais à sua perplexidade ao fato de tê-lo deixado ir. Embora fique com o coração na mão, sei que isto faz muito bem ao seu desenvolvimento não só físico como mental. Respeitar o que não conhece, as forças da natureza é de fundamental importância a qualquer ser vivo. Alimentar bichos, limpar esterco, escovar cavalos é também um exercício de humildade e ela, assim como qualquer músculo de nosso corpo, deve ser desenvolvida, porque senão pode atrofiar.
Os meios sociais da internet, se bem utilizados, podem nos trazer informações maravilhosas, mas é preciso garimpar. É possível também, se houver discernimento, montar uma família virtual que nos proporcione além de tudo segurança espiritual. É algo que merece mais estudos, até porque sou do tipo de pessoa ‘chata’ que busca explicações. A cada dia que passa vejo que a internet tem muitas semelhanças com o mundo espiritual, no sistema de comunicação,entrelaçamentos de idéias e abertura de ‘portais’ que nos levam a novos conhecimentos.
Quem busca a verdade tem que extirpar um apêndice que todo ser humano carrega chamado preconceito. E preconceito é algo tão perigoso que quando inflama demais pode até matar. Peço tanto ao Divino que me ilumine na caminhada que tenho que Ele, em sua infinita sabedoria, o faz sempre. A primeira coisa que Ele fez para elevar meus pensamentos foi quebrar meus apêndices. Independente de sua religião, fale a verdade – se você não é do candomblé – algum dia ,de alguma forma já teve medo dele.
No candomblé se diz que quando uma pessoa faz o santo nasce de novo. Posso lhes dizer que quando ouvi o doce canto de Oxum, mesmo sendo filha Yansã, nasci de novo. Na minha rede “espiritual de internet” há uma pessoa de uma importância inegável neste meu processo pessoal: Ìyálorisá Elaine Ti Òsun . Não só em minha vida , mas de real relevância para todos os umbandistas de meu grupo em particular. A Elaine é nossa yayá, nossa Oxum que responde com amor aos pedidos de compreensão da vida. Não há um dia que não haja uma mensagem dela te encorajando a ver tudo que os rios desta vida nos trazem como dádivas divinas. Um verdadeiro religioso é aquele que te dá a mensagem de fé, coragem e esperança sem julgar tua procedência nem obrigá-lo a caminhar junto.
Ontem, esta coisa mágica que é o espelho da Oxum, me mostrou uma verdade devastadora. Eu sou livre! Eu e mais duas pessoas que fazem parte do mesmo grupo em que a Ìyálorisá Elaine Ti Òsun estávamos na Tenda Espírita São Sebastião quando chegou o pai de santo do meu atual babalorixá Hector Armstrong. Como ele é ligado ao candomblé, como o meu Baba, algumas pessoas ficaram meio surpresas, porque não conhecem a religião plenamente. Nós três como temos esta convivência com yayá, nos sentimos em casa para fazer uma série de perguntas e sair de lá plenas da luz que o conhecimento sem restrições pode trazer.
Minha vida não teria tomado um rumo melhor, não teria conhecido o pai Hector Armstrong, se a Ìyálorisá Elaine Ti Òsun não me trouxesse a possibilidade de deixar minha vida fluir como um rio. Eu sou e sempre serei de Umbanda, e como boa umbandista, descobri que a religião é livre. Qualquer um que tente moldá-la e acorrentar seus filhos estará fadado ao fracasso.
Aprendi com a Ìyálorisá Elaine Ti Òsun que o principal de uma comunidade de Candomblé é a sua formação como uma família: cada um tem suas tarefas dentro de um barracão – que é um lar também- mas que o principal que deve imperar é o amor e o respeito uns pelos outros. Por esta linda experiência que tenho digo a todos, independente da religião que tenham ou não, direcionem seu conhecimento pela trilha da liberdade sem os apêndices do preconceito, sempre com amor à sua própria vida e com respeito. Saravá!

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