Xangô em Charles Darwin

Lindo artigo da amiga @andreadestefani – Obrigada por compartilhar

Do blog Coisas da Vida

Xangô em Charles Darwin

Posted: 08 Aug 2011 02:24 PM PDT

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Em minha cozinha há 23 vasos de plantas. De cebolas a pés de pimenta, tomates e salsinhas, e até de abóbora. Há uma planta carnívora também. Um somente é meu e trata-se de uma orquídea. Temos como novas inquilinas a Lorena e a Enya, duas cadelinhas muito simpáticas que estão proibidas de irem lá fora em virtude de sua baixa, vamos dizer, estatura. Tudo isto graças ao Dyogo. Apesar de termos quase 20 mil metros quadrados de área , é na minha cozinha que meu filho observa suas plantas e bichos. Já tivemos uma criação de joaninhas, mas rebelaram-se e fugiram todas. As joaninhas são rebeldes mesmo.
O Dyogo tem todas as características que eu achava pertinentes a Oxóssi. Ledo engano. Juntar material suficiente para se ter uma análise geral do que ocorre e aí emitir um julgamento é coisa de filho de Xangô. Sua infância está sendo muito parecida com a infância de Charles Darwin, pelo gosto da análise das plantas e dos animais, até as notas baixas na escola. Darwin não sabia aonde ia chegar, já o Dyogo sabe que quer cursar Biologia – vai ter que estudar mais.
Darwin começou cursando medicina, mas ao ver uma operação numa criança, desistiu. Contudo ,nesta primeira experiência acadêmica ele aprendeu taxidermia com John Edmonstone, um ex-escravo negro, que lhe contava muitas histórias interessantes sobre as florestas tropicais na América do Sul, conhecimento essencial para o desenvolvimento de suas teorias. Foi ,em virtude da decepção do seu pai com sua inaptidão para medicina,então enviado para o curso de Teologia. Naquela época, em 1827, era uma obrigação para quem estudasse a obra de Deus, estudar também a história natural. Acendeu-se uma luz na alma de Darwin e seu amor pela natureza voltou muito forte.
A história de Charles Darwin é muito importante para o entendimento de como se dá o processo de evolução não só dos seres vivos, como do próprio pensamento. Coletar informações e observar é algo extremamente necessário para que se chegue a qualquer conclusão própria sobre a vida e tudo que nos cerca. Inclusive a Umbanda.
Ao assistir um especial sobre a vida de Darwin uma frase ficou martelando incessantemente em meu cérebro: a Umbanda não é fisiológica ela é orgânica. Levou um tempo para que eu entendesse o que estava pensando, então vou aqui pedir licença para que acompanhem meu raciocínio e dividam comigo seus pensamentos.
A maioria das religiões trata do indivíduo e o indivíduo dentro da religião trata de si mesmo, então estas tem cunho fisiológico, ou seja, suas práticas são voltadas para um interesse pessoal, seja ele a salvação, o perdão, o amor Divino. Isto não é certo ,nem tão pouco errado. É um fato e não está em julgamento.
A Umbanda é orgânica porque reúne diferentes energias naturais, sob a luz de um único Deus, no intuito de proporcionar o crescimento de um conjunto de pessoas afins, dentro de um processo evolutivo conjunto. E aqui volto para Darwin. Ele coletou 13 espécies que julgou serem diferentes de pássaros – usou as técnicas aprendidas de taxidermia – uma em cada ilha que compõe as ilhas Galápagos. Ao ser informado por um ornitólogo que todas as aves se tratavam de tentilhões, uma enxurrada de pensamentos vieram à tona, o que impulsionou para falar sobre a evolução das espécies. Cada tentilhão se adaptou ao tipo de alimento que havia em sua ilha. E por uma questão de sobrevivência, ocorreram mudanças genéticas, mas não deixaram de ser tendilhões.
Todos os grupos de espíritos, sejam encarnados ou não, se unem pela similaridade . Apesar de haver um único regente numa gira, um culto umbandista não ocorre sem a participação de um grupo de pessoas, uma corrente. Não é como numa missa , onde por exemplo só o padre basta para que haja o culto.
Como na natureza, dentro da Umbanda há desafios e uma luta incessante para que as pessoas atendidas não virem presa fácil de energias, que algumas vezes elas mesmo geram. A Umbanda cria condições para que grupos familiares busquem o entendimento para sua evolução. Por este motivo, mesmo sendo em sua totalidade baseada no tripé erês-caboclos-pretos-velhos – que é a própria evolução do ser espiritual pureza-coragem-sabedoria -e trabalhando com as energias Orixás, ela é tão diferente no ritual nas mais diversas localidades onde a encontramos, mas não deixa de ser Umbanda.
Antes pensava que Umbanda é vida, agora penso que ela está viva. Possui uma vida em evolução, conforme sua necessidade de se alimentar e proporcionando condições para que as próximas gerações tenham condições de sobreviverem.Quando começaram os estudos do projeto Genoma os cientistas acreditaram que nós, seres humanos, estávamos no topo evolutivo e deveríamos ter no mínimo 80 mil genes. No final descobriram que temos apenas 23 mil, o mesmo que uma galinha. Uma espiga de milho tem no mínimo 5 vezes mais genes do que nós. Quando falamos de vida e estamos a serviço dela temos que olhá-la como quem admira uma pedreira: quietos e com respeito com tudo aquilo que levou séculos para ter tal estatura.
A Umbanda está apenas nas primeiras horas de vida neste Universo. Então necessita de respeito e cuidado, atenção e observação. Pode ser que daqui há alguns anos eu pense de forma diferente sobre ela, mas hoje meu pensamento é este. Gostaria de saber o seu sobre a religião.

Um pouco da história de Charles Darwin:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin


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