MINHA HISTÓRIA… E MEU RECOMEÇO!

Fonte: IPPB

(Depoimento de um Espírito)

Eu peço desculpas a você, por abordá-lo assim, de surpresa. Mas é que eu gostaria de contar o meu caso e dividir minha experiência. Isso me fará bem e ainda ajudará na reflexão de outros. E, se alguém evitar o inferno das drogas por causa disso, eu me sentirei muito bem. E eu preciso disso para ficar bem comigo mesmo.
Eu tive boa educação e não tenho do que reclamar dos meus pais. Eles me deram do melhor e sempre se preocuparam em fazer o certo. O problema era eu mesmo, sempre foi.
Na época, eu não tinha noção das coisas e sempre acusava alguém das minhas desditas. Porque eu era um babaca mesmo, dos grandes. E hoje eu vejo isso claramente.

Eu era tão encrenqueiro, que até uma música bonita me incomodava. E eu não suportava ver alguém apaixonado. Eu tinha asco quando alguém falava de amor.
Eu sofria de um ressecamento emocional crônico, e descontava minha frustração nos outros. Eu era um sujeito “casca de ferida”, como se diz por aí. E inflamei a minha vida e me exasperei demais. E não foi por falta de instrução, não; foi pura falta de coração.
Machuquei minha família e meus amigos, encrespei com todo mundo. E desci a ladeira das drogas… Até o fundo da vala de mim mesmo. E eu caí sabendo, por pura arrogância. Foi marra e egoísmo de minha parte, uma espécie de auto-sabotagem bem safada. Mas, como eu era um babaca completo, achava que estava abafando. E também desprezava o mundo e achava que ninguém me compreendia, porque todos eram burros e eu era o maioral. E era tudo ao contrário, eu era a encrenca de mim mesmo.
Eu era tão marrento e cheio de panca, que usava de tudo e ria de quem não tinha coragem de ser como eu. Maconha, cocaína, ácido, álcool, o que viesse eu traçava.
E, de forma diferente de outros caras, eu não gostava de cantos escuros; eu gostava de muito sol e mar aberto. E isso me iludia, porque eu dizia para todos que era sarado e estava bem. Afinal, o problema era sempre os outros e o mundo.
Se alguém tentasse ponderar comigo sobre alguma coisa, eu virava uma fera e cortava o papo na hora. Não importando quem fosse, eu sempre achava que estava com razão em tudo. E, devido à instrução que tive, eu distorcia as coisas e sempre arranjava argumentos para justificar tudo.
E, assim, eu fui levando minha vida, na loucura do consumo de drogas e álcool, e desprezando tudo e todos. Até que o tempo cobrou o seu preço e eu cheguei ao fundo da vala de mim mesmo. Não sei muito dos detalhes, pois não me lembro de quase nada. Só sei que fiquei chapado novamente e bati o carro violentamente num muro. Tudo ficou escuro, e eu naquele estado de torpor desagradável. Não sei quanto tempo se passou.
Eu não conseguia recobrar a consciência direito e nem organizar minhas idéias. Logo eu, que me achava o bonzão da inteligência, não conseguia nem pensar direito. E ainda havia uma tontura que me tomava e me deixava péssimo. Eu fiquei num turbilhão de sensações e visões distorcidas, sem saber como sair, como num transe dentro de mim mesmo.
E eu fiquei assim por um tempo, sem noção das coisas, girando sem parar e vomitando uma gosma amarronzada e viscosa, que me sujava todo e me dava um nojo terrível. E eu gritava desesperado, sem saber o que fazer para aquilo parar.
E foi assim, vagando nesse pesadelo que eu mesmo criei, que, em dado momento, a ajuda chegou ao meu pedaço. Eu não compreendia nada, mas via fachos de luz descendo sobre mim. E aquilo me centrava e acabava com as malditas tonturas. Lentamente, as coisas foram clareando e eu vi a situação em que estava. Na medida em que recuperava minha clareza mental, eu tomava noção do que tinha acontecido. Eu havia morrido e estava preso na minha tumba, flutuando por cima do meu cadáver em estado de putrefação. E o cheiro era uma coisa de arrasar qualquer um. Horrorizado, eu comecei a chorar, com nojo de mim mesmo. Surtei ali e me debati, tentando escapar de qualquer jeito para cima. Mas não conseguia nada, só me cansava e caia novamente por cima do cadáver.
Foi então que aquelas luzes desceram sobre mim novamente, e eu ouvi alguém me dizendo: “Sua arrogância cegou você, meu irmão. E o Mestre Tempo cobrou o seu tributo, mostrando-lhe que a inteligência, sem o equilíbrio do amor e do respeito aos outros, se torna vilã e leva o Ser para os abismos da dor. Você se tornou ácido e áspero, e o seu remédio foi amargo. E essa é uma tendência que você já trazia de outras vidas, e que veio trabalhar e se acertar nessa última vivência, mas acabou por falhar no mesmo problema. Ah, meu irmão, nós poderíamos tirá-lo dessa situação logo após o seu acidente, aliás, causado por você mesmo. E, se você não tivesse batido o carro, certamente teria desencarnado por overdose de drogas e álcool, pois você abusou muito. Contudo, nós o deixamos agarrado nas malhas energéticas do corpo em decomposição, justamente para você ver em que situação a sua arrogância o colocou. Para ver se dessa vez você imprime na mente a lição necessária. E que isso lhe sirva de aprendizado para futuras vivências…
“Venha, está na hora de sair disso e retomar sua consciência. Providenciamos um banho de luz purificador, que o deixará limpo e renovado. Depois, você dormirá um pouco, não mais por necessidade fisiológica, mas por necessidade de repouso psíquico, para descansar sua mente. E, quando acordar, voltaremos a conversar. E aí, juntos, avaliaremos o que se passou e as lições que ficaram. E você escutará o que for preciso, sem arrogância, com mente de aprendiz e coração aberto. Você voltará a sentir a vida pulsando e, mais à frente, até mesmo rirá do seu ridículo e de sua soberba. E valorizará as coisas simples da vida e também as coisas do coração, sem as quais a inteligência se perde nos escaninhos do orgulho e da secura no trato com os semelhantes.
“Vamos, é hora de deixar de ser marrento como você sempre se disse ser. Ou, se preferir, é hora de deixar de ser babaca como você se vê agora. É hora de ser apenas você mesmo, um espírito, centelha da Vida Maior que pulsa em todos os seres. Você é parte da sinfonia divina, apenas desafinou por arrogância. Está na hora de afinar a sua inteligência com o seu coração, para gostar de música e viver e falar de amor, e ser feliz.”
Então, eu fui arrebatado pelas luzes e levado para um tratamento espiritual. E, liderando o grupo de espíritos que me ajudou, estava um senhor calvo, de barba branca e aparência simpática. E foi ele que falou tudo isso comigo. E, depois, conversamos novamente e ele me fez ver muitas coisas que eu não atinava antes. E, diga-se de passagem, ele é muito educado e respeitoso. É um sábio mesmo, mas não gosta de aparentar coisa alguma e respeita todo mundo. Diante dele, eu, o babaca arrogante, me coloquei no meu devido lugar. Inteligente era ele, não eu. E ele, modesto e amoroso, me disse que era apenas um servidor da Luz.
Ao ver a sabedoria daquele senhor de aparência jovial e tranquila, a sua serenidade e o seu equilíbrio, eu chorei de vergonha. E ele me abraçou e ficou comigo ali, até eu me acalmar. E ele ainda me disse: “Olhe a imensidão do universo e a vida pulsando em todos os seres, em miríades de dimensões e planos, e se pergunte qual foi o Poder Maior que criou isso tudo. Esse sim, o Absoluto, o Pai de todos, é a Suprema Inteligência. Eu, você e todos os seres somos seus eternos aprendizes. Inteligente é quem reconhece isso… E agradece a Ele, por tudo.”
E esse é o meu caso. E eu me sentirei muito bem se você der conhecimento dele ao mundo. Eu sei que muitas pessoas, mesmo em situações diferentes da minha, repensarão suas vidas enquanto é tempo. E, se somente uma pessoa melhorar ao saber da minha história, já terá valido a pena contar tudo isso. Não tenho a pretensão de consertar a vida de ninguém, nada disso. Tanto que ainda estou acertando a minha própria situação. Só quero deixar a minha história correr por aí… E dizer que, nesse mundo, alguém pode até ter tudo, mas, se não tiver amor no coração, nada terá! E amar e falar de amor, não é tolice; é força espiritual do Ser e contrabalança os percalços, e deixa o coração aceso, para inspirar a inteligência e a ação criativa no mundo.
Eu sou um babaca em recuperação! E já estou até rindo e gostando de música. E isso é um bom recomeço. E minha recuperação será melhor ainda, se alguém deixar de se machucar com drogas e álcool por ler minha história. E também se alguém apaixonado de verdade, que brigou por algum motivo, fizer as pazes com quem ama. E, mais ainda, se alguém pensar em mim com carinho e colocar uma música linda em minha intenção.
Vela não, por favor. Nem ladainha alguma, isso eu não curto mesmo. Só a música já está bem.

P.S.:
Novamente eu peço desculpas por chegar assim, de surpresa, e insistir tanto para passar o meu recado. Você está me vendo claramente? É só você prestar atenção um pouquinho e se ligar comigo, de mente a mente. E aí será rápido e eu irei embora logo. E eu não estou sozinho nisso, tem outros que passaram pelas mesmas coisas e é como se eu representasse todos eles ao mesmo tempo. E eles estão me fortalecendo para isso. E eu estou aqui só para isso. Por favor, aceite esse pedido e escreva. Você, que é um cara que curte música e sente um Grande Amor em seu coração, compreende os motivos disso, não?
Então, dê essa força aí. Você me fará muito feliz, saiba disso. E eu tenho certeza que, vindo lá dos planos da pura Luz, descerá um raio de cristal sobre você e os seus. Pelo favor que você prestará emprestando o seu tempo e sua atenção nisso.
Obrigado, por me escutar e por me dar o exemplo do que é ser um cara que gosta de boa música e se sente agradecido por poder apreciá-la.
Cara, tudo de bom para você e os seus.

(Recebido espiritualmente pro Wagner Borges – São Paulo, 28 de janeiro de 2010.)

– Nota de Wagner Borges: Hoje, no fim da tarde, eu estava na fila do caixa de um supermercado perto de meu apartamento, escutando um excelente trabalho do excepcional tecladista e vocalista americano Bruce Hornsby*, enquanto esperava minha vez de tirar as compras do carrinho e colocar na esteira do caixa para o devido pagamento. Então, de surpresa, vi esse espírito flutuando em frente a mim. Tratava-se de um rapaz com aparência de uns vinte e poucos anos de idade, cabelos louros, grandes e encaracolados, de compleição forte, risonho, e meio agitado. Ele vestia apenas uma bermuda vermelha florida, daquele tipo que os surfistas usam, e estava sem camisa. E foi ali mesmo que ele me disse tudo isso. Daí eu finalizei as compras e vim rapidamente para casa, para escrever o recado dele. E, ao término do mesmo, ele foi embora rapidamente. Parece que a energia que o sustentava só dava para a consecução de sua tarefa. Não sei detalhes sobre ele, nem nada, muito menos seu nome ou procedência**.
Então, aí está o recado dele. Espero que ele esteja radiante “do lado de lá”. E tomara que o recado seja útil para outras pessoas***.

Paz e Luz.

– Notas do Texto:
* O CD é o “Scenes From the Southside” – de Bruce Hornsby & The Range – Importado – U.S.A. – As músicas “Look Out Any Window”, “The Valley Road”, e “The Show Goes On” (respectivamente, faixas 1, 2 e 5), são maravilhosas. Trata-se de um trabalho pop de muito bom gosto.
Obs.: E depois, enquanto eu escrevia o recado dele, coloquei para tocar uma excelente coletânea de música new age da gravadora americana Windham Hill. É o CD. “Thanksgiving – A Windham Hill Collection” – Importado – U.S.A. – Destaque para a versão da música “Amazing Grace” (faixa 10 do CD), realizada pelo exímio harpista celta John Doan.
** Não tenho como provar as coisas do espírito para outros. Apenas escrevo e compartilho o que O Grande Arquiteto Do Universo me deixa ver no imenso concerto da vida universal. E só isso já me deixa muito contente. Não tenho verdades absolutas nem sei explicar mistérios universais. Mas, o pouco do infinito que já percebo em meu coração, me deixa cheio daquela alegria e amor que não se explica, só se sente…
Sim, não posso provar nada; mas, que tem vida além da morte, ah, tem sim!
E os espíritos dançam, sim, pois estão bem vivos. E que legal poder escrever sobre isso, e dançar junto, pelas pistas do Eterno, e por aquelas outras, que estão dentro do próprio coração espiritual.
Como diz o Pai Joaquim de Aruanda, sábio mentor extrafísico das lides da Umbanda, “cada um de nós é como uma gotinha; os mentores espirituais são copos de água; os grandes mestres são galões cheios de água; e o Papai do Céu é o oceano de todos.”
Concluo esses escritos com duas palavras fortes, cheias de valor:
NA FÉ! NA LUZ!
*** Deixo na sequência uma canção que fiz há muitos anos, logo após ter presenciado fora do corpo um trabalho de assistência extrafísica, onde os espíritos doentes eram arrebatados para dentro de um portal de luz por um grupo de mentores espirituais. Segue-se a mesma na sequência.

NAS ALAMEDAS DO CÉU…

Venha, minha criança!
Segura na minha mão.
Atravessaremos os portais luminosos…
Junto com os anjos da aurora.
Eles nos guiarão pelas alamedas do Céu.
Entraremos no coração do Bem-Amado,
Lar da luz imortal,
Onde as estrelas nos saudarão.
Venha, solte-se do corpo,
Velha morada da dor,
E vamos para a Luz.
Os anjos estão aqui trabalhando em silêncio.
Eles nos guiarão nas luzes do Amor…
Pelas alamedas do Céu.

Paz e luz!

– Wagner Borges – pequena folha espiritualista ao sabor do Vento do Supremo…
São Paulo, 04 de fevereiro de 1999.

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