Viagem astral e tratamento

Escrito por Luiz Roberto Mattos

Em 1986 vivi uma experiência interessante ao viajar para a cidade de Brumado.

Tudo começou após um amigo chamado Valfrido, que mora naquela cidade, ter me convidado para realizar uma palestra no centro espírita que ele dirigia. Sabia que havia um forte esquema de bloqueio dos trabalhos espirituais naquela cidade, liderado por uma entidade que fora um fidalgo português em tempos idos. A barra era pesada, e o ambiente espiritual de Brumado naquela época não era dos melhores. Conversando a respeito do convite com um espírito que incorporava em Vanda, perguntou-me ele:

— Beto, você confia em nós?

— Sim, confio. — respondi.

— Confia em você mesmo?

— Confio.

— Confia em Deus?

— Confio.

— Então o que há a temer?

— É, realmente não há o que temer. — disse por fim.

Viajei para Brumado. Fui de ônibus. Durante a noite, cochilando sentado na poltrona, senti de repente uma mão pegando na minha mão esquerda, que estava repousando no braço da poltrona. Abri os olhos e vi Vanda de pé ao meu lado, no corredor do ônibus, ligeiramente inclinada para a frente e a sorrir para mim. Ela estava projetada, é claro, pois não viajou comigo. Olhei para a frente, sem saber o que veria, e percebi a presença de dois homens vestidos de branco, na parte da frente do ônibus. Estavam usando uma túnica branca, muito alva. Um tinha os cabelos compridos, como Jesus usava, porém sem barba, e o outro tinha os cabelos curtos e usava óculos. Eram desencarnados, e estavam fazendo nossa proteção durante a viagem. Só vi isso, na ida.

Ao chegar em Brumado, uma vez instalado na casa de Glória, pessoa maravilhosa e de grande hospitalidade, deitei-me para dormir um pouco, pois esse tipo de viagem é muito cansativa. Saí do corpo e fui até a praça em frente, onde havia muitas pessoas ouvindo uma pregação que um homem fazia na porta de uma lanchonete. Eram todos desencarnados, logo percebi. Sentei-me no meio das pessoas, na praça, e fiquei escutando. De repente, o pregador me chamou para ir até a frente, apontando para mim. Me levantei e fui até ele. Dois outros homens, muito mal encarados, me chamaram para entrar no beco próximo, pois queriam conversar comigo. A princípio concordei, e segui com eles. Mas ao sentir que se tratava de uma cilada, que eles não eram realmente amistosos, disparei em alta velocidade saindo do beco, não dando chances de me pegarem. Já estava acostumado a escapar de tentativas de me pegarem. Muitas vezes isso me aconteceu no plano astral. Ao nos projetarmos, nem tudo são flores. Voltei para o corpo, lugar mais seguro que conheço, nessas situações.

À noite fiz a palestra normalmente, sem incidentes.

Depois Valfrido me contou que os espíritos que se diziam chefes da cidade se manifestaram em sessão mediúnica revoltados com o fato de estar ele trazendo gente de fora para falar no centro espírita.

Meses depois fui novamente a Brumado. Dessa vez com um grupo de médiuns, para realizar um trabalho de desobsessão juntamente com o pessoal de Valfrido. Tratava-se de um jovem que estava em tratamento psiquiátrico há algum tempo, e o quadro era de quase completo domínio por parte de espíritos. Cobranças do passado, ligações cármicas dolorosas, ficamos sabendo depois. Fizemos uma reunião na qual Dr. David (espírito) faria o desligamento dos laços fluídicos que uniam dois espíritos ao rapaz. Participei como enfermeiro, manipulando os chacras que fariam a circulação do sangue parar. Depois de algum tempo, o médico pediu que eu sentisse a pulsação do rapaz. Obedeci e percebi que ela estava nula, ou seja, a pulsação não existia. Fiquei preocupado, olhei para Dr. David e ele disse:

— Não se preocupe. Depois a pulsação voltará ao normal. Agora é preciso que o sangue pare de circular, pois vou paralisar os chacras aos quais os dois seres estão ligados ao rapaz, e é por onde inoculam suas energias desequilibradas e desequilibradoras do organismo do jovem.

O desligamento foi completado, e em seguida os dois espíritos se manifestaram revoltados através dos médiuns presentes. O médico conversou com um deles, e pediu que o rapaz que estava sendo sugado, agora mais lúcido, conversasse com o outro, o que foi feito, e de forma muito interessante. Isso tudo aconteceu em apenas meia hora de reunião, e o jovem tinha sido levado sem poder falar direito, devido aos fortes remédios que estava tomando. No final, ele mesmo encerrou os trabalhos, lendo trechos do Evangelho e fazendo uma prece final. Foi impressionante a mudança de estado do paciente em apenas uma hora.

No dia seguinte ele estava na biblioteca municipal lendo um livro, e já pensava em voltar ao trabalho.

Luiz Roberto Mattos

Sou mais conhecido por causa do meu primeiro livro publicado, o Sana Khan – Um Mestre no Além, lançado inicialmente em dezembro de 1992, em ediçăo particular, e depois, em 1994, lançado pela Editora Universalista. O livro teve continuaçăo publicada em 1997 pela mesma editora.

Sou Juiz do Trabalho desde março de 1989, e iniciei meus experimentos como escritor em 1982/83, com um livro denominado A Humanidade em Crise – O Perigo de Extinçăo, năo publicado, e em 1986 escrevi A Grande Revoluçăo, também năo lançado.

Depois do Sana Khan (2 volumes), escrevi Os Milagres de Jesus Cristo, com pequena ediçăo particular, e em seguida Decifrando o Apocalipse, sem resposta de editoras para as quais encaminhei.

Sou espiritualista universalista desde os 18 anos de idade, sem estar preso a qualquer religiăo, filosofia ou seita. Sou extremamente eclético em meus conhecimentos, estudos e pesquisas. Daí escrever tanto sobre projeçăo astral, com relatos de experięncias pessoais desde os 19 anos, regressăo de memória, reencarnaçăo e evoluçăo espiritual, temas tratados nos dois volumes do Sana Khan (…)

Meu site: www.mestresanakhan.com.br

Revista Cristã de Espiritismo

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